A Polícia Civil de Minas Gerais esclareceu o brutal assassinato de um casal de idosos encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A principal suspeita, a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, confessou o crime e afirmou que matou as vítimas porque queria dinheiro para “curtir a vida”.
A mulher foi presa em um hotel na cidade de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Durante o depoimento, ela revelou que, embora já tivesse quitado uma dívida de R$ 40 mil com agiotas em Ribeirão das Neves, desejava obter dinheiro para manter seu estilo de vida. Segundo a Polícia Civil, a diarista também relatou ser viciada em jogos de azar, compradora compulsiva e acumuladora de roupas femininas.
As investigações apontam que Paola levou cerca de R$ 18 mil em dinheiro, além de joias e relógios pertencentes ao casal. Parte dos bens já foi recuperada pelos investigadores.
Crime aconteceu durante serviço de limpeza
Em depoimento, a suspeita contou que foi ao apartamento para realizar um serviço de limpeza e que não teria planejado matar as vítimas antes de chegar ao local. Segundo ela, a ideia de furtar os bens surgiu ao encontrar dinheiro, joias e relógios na residência.
Ainda conforme a confissão, o plano inicial era apenas dopar o casal para facilitar o furto. Para isso, ela triturou quatro comprimidos de um medicamento de uso controlado, utilizado no tratamento da depressão, e misturou o remédio em um suco preparado no liquidificador.
De acordo com a Polícia Civil, cerca de 30 a 40 minutos depois, os idosos começaram a apresentar sonolência. Durante a prisão, os policiais encontraram aproximadamente 50 comprimidos do mesmo medicamento na bolsa da suspeita.
Mais de 40 facadas
A diarista afirmou que, enquanto recolhia os objetos de valor, Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, acordou e percebeu o furto. Ela disse ter pegado uma faca na cozinha para intimidá-lo, mas o idoso reagiu e acabou sendo atacado. A suspeita alegou não saber quantos golpes desferiu, porém a perícia identificou mais de 40 perfurações no corpo da vítima.
Já Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, ainda estaria sob efeito do medicamento quando também foi assassinada. Durante o depoimento, Paola declarou que ouvia “vozes” que a orientavam a matar o casal.
Após o crime, segundo a Polícia Civil, a diarista limpou o apartamento, trocou de roupa, vestindo peças que pertenciam a uma das vítimas, lavou a faca utilizada nos assassinatos e deixou o local levando dinheiro, joias e relógios.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.


