Mais de duas décadas após ser condenado pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, Cristian Cravinhos, de 50 anos, voltou a chamar atenção por um novo motivo. Em regime aberto, ele decidiu investir na produção de conteúdo adulto e prepara o lançamento de um perfil na plataforma OnlyFans, com o objetivo de gerar renda.
De acordo com reportagem do jornal O Globo, Cristian já vinha comercializando vídeos e fotografias de conteúdo adulto por meio de mensagens privadas nas redes sociais. O material era vendido em um pacote contendo um vídeo solo e três fotografias pelo valor de R$ 120.
A negociação ganhou repercussão após compradores divulgarem capturas de tela das conversas, mostrando como o conteúdo era oferecido e entregue.
Inicialmente, Cristian negou que produzisse esse tipo de material. No entanto, após ser confrontado com as imagens das negociações, admitiu as vendas e informou que está produzindo novos conteúdos para abastecer seu futuro perfil na plataforma.
Antes dessa iniciativa, ele buscava obter renda com a venda de quadros, pinturas a óleo e gravuras produzidos durante o período em que esteve preso na Penitenciária de Tremembé, em São Paulo. Em uma publicação feita no ano passado, afirmou que precisava “levantar um dinheiro”.
Segundo Cristian, a venda das obras já não era suficiente para custear as despesas da casa e ajudar no sustento da companheira e dos dois enteados. Ele também declarou que “o recomeço fora da cadeia é muito duro”.
O nome de Cristian voltou ao noticiário recentemente após a estreia da série “Tremembé”, do Prime Video, que retrata a rotina de presos famosos. Na produção, ele é interpretado pelo ator Kelner Macêdo.
Cristian Cravinhos foi condenado, ao lado do irmão Daniel Cravinhos e de Suzane von Richthofen, pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, em outubro de 2002.
Ele obteve o regime aberto pela primeira vez em 2016, mas retornou ao sistema prisional dois anos depois após ser preso em flagrante por tentar subornar policiais militares. Em março de 2025, a Justiça autorizou que voltasse a cumprir o restante da pena em regime aberto, apesar de manifestação contrária do Ministério Público.


