O delegado da Polícia Civil do Maranhão, Michel Sampaio, apresentou um direito de resposta contestando as acusações de assédio moral, perseguição e violência psicológica feitas por uma oficial investigadora de polícia. Em documento encaminhado por sua defesa, o delegado afirma que as denúncias são uma forma de retaliação após a abertura de procedimentos administrativos e criminais para apurar supostas irregularidades funcionais.
Segundo o direito de resposta, assinado pelo advogado Friedrich Engels, os fatos relatados pela servidora “não correspondem à realidade” e desconsideram uma investigação instaurada ainda quando Michel Sampaio era titular do 1º Distrito Policial de Timon (MA). Conforme a defesa, o procedimento resultou no encaminhamento de representação à Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.
De acordo com a nota, no início de 2026 o delegado determinou a abertura de uma apuração interna após receber denúncias relacionadas à baixa produtividade de servidores e possíveis irregularidades no funcionamento da unidade policial.
Durante a investigação, segundo a defesa, foram analisados registros do aparelho celular funcional da delegacia, que apontariam deslocamentos incompatíveis com a atividade policial. A partir dessas informações, o delegado solicitou imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial para verificar a movimentação de servidores e de uma viatura oficial.
Ainda conforme o documento, as imagens teriam registrado a entrada de uma caminhonete Toyota Hilux pertencente ao 1º Distrito Policial de Timon em um motel da cidade, no dia 9 de março de 2026. A defesa sustenta que o veículo era utilizado habitualmente pela oficial investigadora que apresentou as denúncias contra o delegado.
Os advogados afirmam que a investigação foi conduzida dentro da legalidade e que as medidas adotadas tinham como objetivo apurar possíveis desvios funcionais. Para a defesa, as acusações de assédio surgiram somente após o avanço das apurações internas.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes e deverá ser analisado pelos órgãos de controle da Polícia Civil do Maranhão. Até o momento, não há decisão definitiva sobre as acusações apresentadas por ambas as partes.


