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Lula diz que Banco Master foi criado no governo Bolsonaro e defende investigação de envolvidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (10) que o Banco Master surgiu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e destacou que as principais medidas adotadas contra a instituição ocorreram durante sua gestão. A declaração foi dada durante uma sabatina no SBT, em meio à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) e o caso envolvendo o banco.

Segundo Lula, a investigação que resultou na prisão do empresário Daniel Vorcaro e no fechamento do Banco Master foi conduzida durante seu governo.

“O Banco Master foi criado no governo Bolsonaro, o Vorcaro foi preso no meu governo, o banco foi fechado no meu governo e quem fez a investigação foi a Polícia Federal do meu governo”, afirmou.

O presidente reconheceu que o caso acabou envolvendo diferentes instituições e chegou a atingir o Palácio do Planalto, mas negou qualquer participação do governo federal na crise institucional envolvendo o STF.

“O governo não tem nada a ver com a crise institucional”, declarou.

Lula defende investigação

Durante a entrevista, Lula afirmou que qualquer pessoa deve ser investigada caso existam suspeitas, inclusive integrantes do Poder Judiciário. Para o presidente, não há problema em apurar eventuais irregularidades e tornar os fatos públicos.

“Se tem alguém, estou surpreso, que se investigue. Eu não vejo nenhum problema que se escancare tudo”, disse.

Lula também destacou a importância do STF para o funcionamento das instituições democráticas e defendeu que os ministros da Corte mantenham uma conduta compatível com a responsabilidade do cargo.

“A Suprema Corte é muito importante como garante do processo democrático desse país e não pode deixar banalizar sua ação”, afirmou.

Encontro com Daniel Vorcaro

Lula também falou sobre uma reunião que manteve com Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto. O encontro contou com a presença de Gabriel Galípolo, que na época era diretor do Banco Central.

De acordo com o presidente, Vorcaro procurou o governo para reclamar que estaria sendo perseguido. Lula afirmou que respondeu ao empresário que o Banco Master seria submetido aos mesmos critérios aplicados às demais instituições financeiras.

“Eu disse para ele que o Banco Master seria analisado como qualquer banco. Ninguém tem direito de fechar banco, mas você tem que estar correto. Se não tiver correto, nós fechamos”, declarou.

O presidente afirmou ainda que a conversa durou menos de meia hora e negou ter se reunido novamente com o empresário.

“Eu não estou no meio dos banqueiros, não moro na Faria Lima, não frequento a Faria Lima”, disse.

Presidente relembra caso do PanAmericano

Durante a sabatina, Lula também citou o caso do Banco PanAmericano, ocorrido em 2010, quando o empresário Silvio Santos procurou o governo federal em busca de uma solução para a crise enfrentada pela instituição.

O presidente afirmou que, naquele episódio, o governo atuou dentro das regras estabelecidas e defendeu que instituições financeiras sejam submetidas aos mesmos critérios, independentemente de seus proprietários ou do tamanho do grupo econômico.

Para Lula, eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos competentes, sem distinção entre grandes e pequenos grupos financeiros.

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