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PEC que acaba com escala 6×1 pode avançar no Senado antes do segundo turno

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 deve começar a ser discutida no Senado Federal na próxima terça-feira (6). A expectativa é de que a matéria avance na Casa ainda antes do segundo turno das eleições de 2026, marcado para 25 de novembro.

A proposta estabelece mudanças na jornada de trabalho e ganhou espaço no debate político nacional por afetar diretamente milhões de trabalhadores. O tema também tem impacto eleitoral, principalmente diante da defesa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela redução da jornada de trabalho.

No cenário de uma disputa presidencial acirrada, a eventual aprovação da PEC poderá ser explorada politicamente pelo governo e pelos setores que defendem a redução da jornada. O assunto, porém, também enfrenta resistência de grupos empresariais e setores da direita, que alertam para possíveis impactos nos custos das empresas e no mercado de trabalho.

Câmara já aprovou a proposta

A tramitação no Congresso ganhou força após a PEC avançar na Câmara dos Deputados. No segundo turno, realizado em maio, a proposta foi aprovada por 461 votos a 19, apesar da oposição de parte dos parlamentares.

Agora, a discussão chega ao Senado, onde os senadores deverão analisar o texto e avaliar eventuais mudanças antes de uma possível votação.

A expectativa é de que a proximidade do segundo turno aumente a pressão política sobre os senadores. Caso consiga avançar rapidamente, a PEC poderá se transformar em um dos principais temas do debate eleitoral nas semanas que antecedem a votação.

Debate divide governo e setor produtivo

Para o governo e entidades ligadas aos trabalhadores, a redução da jornada representa uma mudança nas relações de trabalho e pode melhorar a qualidade de vida dos empregados.

Já representantes do setor produtivo defendem cautela e argumentam que uma alteração na jornada sem medidas de compensação pode elevar custos, afetar a contratação e pressionar principalmente empresas que dependem de funcionamento contínuo.

A partir da próxima terça-feira (6), o Senado deverá concentrar as discussões sobre o texto, em uma tramitação que poderá ganhar ainda mais peso político conforme se aproximar o segundo turno das eleições.

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