O secretário da Fazenda do Piauí, Emílio Júnior, informou que o empréstimo de R$ 4,9 bilhões contratado pelo Estado será liberado de forma escalonada ao longo dos próximos três anos. Em 2026, a previsão é que o Piauí receba cerca de R$ 300 milhões do valor total da operação.
A operação foi autorizada pelo Ministério da Fazenda e faz parte de um conjunto de empréstimos destinados a cinco estados. Ao todo, serão liberados R$ 12,9 bilhões para Piauí, São Paulo, Maranhão, Pernambuco e Rondônia.
Segundo Emílio Júnior, a estratégia de liberar os recursos em etapas busca evitar que o Estado precise recorrer a novas operações de crédito nos próximos anos. As demais parcelas estão previstas para 2027 e 2028.
O contrato firmado pelo Piauí com o Banco do Brasil será destinado a investimentos em diferentes áreas. Entre os setores contemplados estão infraestrutura de transportes, rodovias, obras de urbanização, recursos hídricos e transformação digital.
Os recursos também poderão ser utilizados para aportes em empresas estatais e investimentos nas áreas de agricultura, cultura e esporte.
Prazo para contratação
Os estados têm até o dia 7 de setembro para formalizar os empréstimos junto às instituições financeiras federais, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O prazo ocorre em razão do período eleitoral.
De acordo com Emílio Júnior, o Piauí possui margem consignável para contratar novas operações de crédito. Ele explicou que o limite é calculado com base na Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado.
“O estado só pode pegar dinheiro com um limite de até 16% da sua receita corrente líquida. Para esse ano, como ele já tinha contraído uma operação, o limite máximo para esse período seria algo de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões”, explicou o secretário.


