Uma participação em um evento religioso terminou em denúncia de agressão física na madrugada do último domingo (6), no bairro Mocambinho, zona Norte de Teresina. Uma mulher procurou a Polícia Civil após afirmar ter sido atacada dentro de um terreiro. Segundo o boletim de ocorrência, a suspeita seria a ex-companheira do líder religioso responsável pelo espaço.
Conforme o relato registrado pela vítima, o episódio aconteceu por volta de 0h30, enquanto ela participava da programação religiosa. No local, ela teria encontrado o líder religioso, com quem afirmou ter mantido um breve relacionamento, além da ex-companheira dele.
Ainda de acordo com o depoimento, o relacionamento já havia terminado, mas o líder religioso supostamente não teria aceitado o fim. A mulher relatou que vinha recebendo mensagens e convites de maneira insistente. Segundo ela, essa situação teria causado incômodo à ex-companheira do homem.
A vítima afirmou que foi surpreendida durante o evento e teve os cabelos puxados pela suspeita, sem que tivesse ocorrido uma discussão antes da agressão. O ataque teria provocado um corte no couro cabeludo, que precisou receber pontos. Ela também relatou ter sido mordida no ombro e sofrido outras lesões.
Polícia foi acionada
Diante dos ferimentos, a Polícia Militar foi chamada e esteve no local. A mulher foi encaminhada para registrar a ocorrência e posteriormente realizou exame de corpo de delito.
No depoimento, a vítima afirmou ainda que o líder religioso não teria interferido para impedir as agressões e que também não teria prestado auxílio durante o episódio.
A mulher relatou à polícia que, enquanto registrava a ocorrência, o líder religioso teria enviado mensagens insistentes para amigas dela, questionando se a denúncia estava sendo formalizada. Segundo o relato, a situação aumentou o temor pela própria segurança.
Por esse motivo, a vítima solicitou medidas protetivas de urgência. Até o momento, não há informação sobre eventual decisão judicial concedendo as medidas.
O caso deverá ser investigado pela 3ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Teresina, que ficará responsável por apurar as circunstâncias da denúncia e eventuais responsabilidades.


