O quarto suspeito de participação direta no homicídio de Francisco Gustavo Ferreira Araújo, de 34 anos, foi preso na noite desta quinta-feira (13), em um bar localizado na Vila Santa Cruz, na zona Sul de Teresina. O crime ocorreu no dia 5 de fevereiro deste ano, no bairro Areias, também na zona Sul da capital.
Ronaldo Pereira era procurado pela Justiça e foi localizado por equipes da Força Tática do 22º Batalhão da Polícia Militar (22º BPM) após informações de que estaria escondido na região. Contra ele havia um mandado de prisão que estava sob sigilo de Justiça.
Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ronaldo foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e integração a organização criminosa. A investigação aponta que Francisco Gustavo teria sido vítima de um chamado “tribunal do crime”.
Vítima teria sido torturada
Conforme o DHPP, Francisco Gustavo era usuário de drogas e tinha esquizofrenia. Um dia antes do assassinato, ele teria furtado o celular da própria mãe. A mulher já havia procurado a polícia em outras ocasiões por episódios envolvendo o filho.
Ainda segundo a investigação, integrantes de uma facção criminosa teriam ameaçado a mãe para que ela deixasse de acionar as autoridades e passasse a recorrer ao grupo para resolver situações relacionadas ao filho.
Após o furto do aparelho, a mulher teria procurado integrantes da organização criminosa. Francisco Gustavo, então, teria sido levado para um local onde sofreu agressões durante uma espécie de julgamento promovido pelos criminosos.
O Samu foi acionado, mas os profissionais encontraram a vítima já sem vida. De acordo com o DHPP, Francisco Gustavo apresentava fraturas no pescoço e na coluna, além de diversos ferimentos no tórax.
Quatro pessoas foram indiciadas
Com a prisão de Ronaldo, quatro pessoas foram indiciadas pela participação no homicídio. Além dele, Francisco Erik, Francisco das Chagas e Tharso Carvalho também são investigados pelo crime.
Os três já haviam sido presos e permanecem no sistema prisional.
Ronaldo era apontado pela investigação como um dos líderes do grupo e estava foragido. Segundo o DHPP, ele era considerado uma pessoa temida tanto pelos moradores da região quanto por outros integrantes da facção.
A investigação enfrentou dificuldades para identificar o suspeito. Segundo o delegado Danúbio Dias, responsável pelo caso, a única fotografia de Ronaldo localizada inicialmente era antiga, de 2002.
Mãe da vítima foi coagida
A mãe de Francisco Gustavo não foi indiciada. Conforme o DHPP, ela teria sido coagida pelos criminosos, em razão da situação de vulnerabilidade social.
Após a morte do filho, a mulher precisou deixar o bairro.
Ronaldo Pereira foi encaminhado ao DHPP após a prisão e permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam.


