O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), descartou a possibilidade de assumir o Ministério da Fazenda em um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista concedida nesta segunda-feira (26) ao programa Estúdio i, da GloboNews, o petista afirmou que nunca tratou com o presidente sobre a ocupação de cargos no governo federal.
O nome de Rafael vem sendo citado em especulações sobre a formação de uma eventual nova equipe ministerial, especialmente para comandar a área econômica. O governador, no entanto, afirmou que não considera essa possibilidade como um projeto pessoal e reforçou que pretende colaborar com o presidente.
“Eu nunca tratei com o presidente sobre qualquer cargo em um eventual novo mandato dele. Acho que isso nunca aconteceu na história, um governador assumir qualquer cargo ministerial, então isso não passa pela minha cabeça. Eu tô aqui para contribuir com o presidente Lula”, declarou.
Estratégia de comunicação no segundo turno
Durante a entrevista, Rafael também comentou sua participação na campanha de Lula no segundo turno das eleições. O governador atuou na coordenação da comunicação da campanha e atribuiu parte do resultado à mudança na estratégia de atuação nas redes sociais.
“Fomos dar nossa contribuição no segundo turno. O presidente começou a se conectar mais com as redes sociais e as redes sociais também foram ocupadas. E uma coisa leva a outra. Tudo isso garantiu a vitória do Lula em contradição com a maioria das pesquisas”, afirmou.
Segundo Rafael, a ampliação da presença do presidente nas plataformas digitais e a mobilização de apoiadores contribuíram para fortalecer a campanha na reta final da disputa.
“Data Rafael” e pesquisas eleitorais
O governador também abordou a dificuldade dos levantamentos eleitorais em antecipar o resultado das urnas. Na avaliação dele, a comunicação digital e a mobilização de apoiadores tiveram papel importante na consolidação do desempenho de Lula.
Rafael destacou ainda a atuação do deputado federal André Janones na comunicação com os apoiadores do presidente, descritos por ele como o “exército do Lula”.
Ao comentar os levantamentos que circularam durante a campanha, o governador mencionou as pesquisas internas que ficaram conhecidas como “Data Rafael”, cujos números, segundo ele, foram os que mais se aproximaram do resultado final da votação.


