Após anos atuando em Teresina, a empresa de Call Center Vikstar encerra suas atividades no estado. E, como saldo disso, cerca de 1.500 funcionários foram demitidos. Uma demissão em massa que deixou muita gente a ver navios. De acordo com funcionários da companhia, a situação decaiu quando a Vivo, empresa que terceiriza o serviço de telecomunicações, afirmou interesse em reincidir o contrato de prestação de serviços.
De acordo com um funcionário que prefere não se identificar, a Vikstar possuía conhecimento da futura quebra de contrato e a Vivo teria alertado para que o Call Center se preparasse financeiramente para a quebra dele. “A Vikstar seguiu como se nada tivesse acontecendo, e os trabalhadores, supervisão e gerência sem saber do que estava para acontecer. Então em maio a Vivo de fato quebrou o contrato”, disse.
E a partir desta data teria iniciado a briga entre a Vivo, Vikstar e os funcionários, sobre os direitos dos trabalhadores em que muitos estavam com os salários atrasados, além dos benefícios como tickets e vale transporte.
“Nenhuma empresa queria assumir as verbas rescisórias. Então foi um processo pelo sindicato para que se chegasse a uma solução comum. Então a Vivo e a Vikstar entraram em um consenso de que a Vikstar seria apenas uma intermediadora e a Vivo iria pagar todas as verbas rescisórias, pois ela que estava quebrando o contrato antes do prazo e então foi tentado de início realocar o pessoal, porém sem sucesso, então foi iniciado o Programa de Desligamento Incentivado (PDI).”, destacou
Porém, a Vikstar já acumulava dois meses de atraso de salários e dos benefícios, além do atraso do pagamento do aviso prévio indenizado que foi acordado com a empresa para os funcionários.
“O pessoal tá com medo, pois muitas pessoas que foram demitidas antes da empresa falir ainda hoje não receberam. A empresa então tem 10 dias, a contar do dia da homologação para pagar todas as verbas rescisórias de todo mundo, o que vem gerando muita apreensão”, afirma.
A fonte afirmou ao OitoMeia também, que todo o processo de demissão, assinatura de papéis e exames demissionais de todos os funcionários já foi concluído e que a próxima etapa é a homologação que será feita de forma online através do sindicato, em que a partir disso deve ser liberado o dinheiro e os papéis para seguro desemprego e FGTS. “É uma empresa extremamente irresponsável, pois a Vivo por vezes passa os valores e a empresa acaba não destinando os valores corretos e na data estipulada”.
ENERGIA CORTADA
Além de não realizar os pagamentos aos funcionários, no último dia 24 de maio, a empresa de Call Center teve sua energia elétrica cortada pela Equatorial Piauí pela falta de pagamentos.

Nossa equipe de reportagem tentou entrar em contato com o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações no Estado do Piauí (Sinttel-PI), João de Moura Neto, e com a assessoria da Vikstar, porém até o fechamento dessa matéria não obtivemos resposta. O espaço segue em aberto para esclarecimentos.
FONTE: OITOMEIA

