Foto: Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras / Divulgação Agencia Brasil
O comunicado feito pela Petrobras entra em vigor nesta quinta-feira (12), no qual prevê um aumento do litro da gasolina, passando de R$ 2,69 para R$ 2,78 nas refinarias. O aviso foi feito na tarde desta quarta-feira (11), sendo o nono reajuste este ano e o segundo aumento nos preços do combustível na gestão de Joaquim Silva e Luna, nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro.
O antecessor, Roberto Castello Branco, tentava corrigir o descompasso de preços entre os mercados interno e externo de forma mais frequente, o que não agradava a Bolsonaro, demitindo-o em fevereiro deste ano.
O reajuste anunciado representa um aumento de 3,3 % em relação à emenda anterior (6,3%) realizada no mês de julho, refletindo a desaceleração dos preços da Petrobras.

O anúncio da empresa ocorreu ao mesmo tempo em que houve a assinatura da medida provisória que permitiria aos produtores locais venderem etanol diretamente nos postos de combustíveis. A iniciativa visa reduzir o custo de produção do etanol ao consumidor, porém, acabou sendo ofuscada pelo anúncio da nova alta de preços da gasolina.
Pelos cálculos do economista da Ativa Investimentos, Guilherme Sousa, ainda há margem de 13% nos preços da gasolina.
“A nova gestão da Petrobras sinalizou que só fará um reajuste quando observar uma mudança estrutural nos preços do petróleo e do dólar. A dinâmica é de um ritmo menor do que a gestão de Castello Branco e mostra que eles querem aumentar o espaçamento entre as correções”, afirmou.
No Estado do Piauí, a gasolina chega a mais de R$ 6,00 o litro.
FONTE: LUPA

