Pesquisadores alertam que o sedentarismo aumenta os riscos de doenças cardiovasculares em estudantes

“É como se o sedentarismo fosse uma doença e isso é preocupante”, constatou o professor Wellington Santos do Curso de Fisioterapia da Universidade Estadual do Piauí após a orientação de um estudo sobre o Nível de sedentarismo e riscos de doenças cardiovasculares em estudantes universitários. O trabalho faz parte do PIBIC – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – e foi produzido juntamente com a estudante Ingrid Magalhães, do curso de Fisioterapia.

Produção

A discente afirma que o interesse pelo tema da pesquisa surgiu durante a ministração da disciplina Fisiologia do exercício, na qual foi observada uma baixa taxa de adesão de atividade física e alimentação não adequada.

Capa do Folder da atividade dos pesquisadores

“Devido a rotina curricular do curso, sendo de turno integral, era perceptível o nível de sedentarismo e a má alimentação dos acadêmicos, acrescido dos fatores psicossociais. Diante disso, viu-se a importância de um estudo para saber o nível de sedentarismo e riscos de doenças cardiovasculares, e a partir dele conscientizar os acadêmicos através de cartilhas sobre os riscos do sedentarismo e os benefícios da atividade física”, pontuou a estudante.

Inicialmente, o objetivo da pesquisa era avaliar o nível de sedentarismo e risco de doenças cardiovasculares em estudantes da UESPI, e consequentemente, analisar o estado de saúde dos alunos da IES. Como o trabalho era uma pesquisa de campo, seria realizado na Faculdade de Ciências Médicas – FACIME – da UESPI, com 108 alunos. Porém, devido à pandemia, o estudou precisou ser modificado.

Resultados

A aluna e o orientador passaram então a recorrer a literatura para entender quais eram os riscos de doenças cardiovasculares e como elas poderiam afetar os jovens estudantes. Dentre uma das revisões consultadas o docente destaca a pesquisa de AVELINO (2020): “Ele fez uma pesquisa com 30 pessoas, de ambos os sexos, todos sedentários e com idades entre 20 e 24 anos. Os resultados de riscos para doenças cardiovasculares mais comuns encontradas nesse grupo foram dislipidemias, hipertensão arterial, etilismo, obesidade, ansiedade e estresse”, comentou o professor.

De acordo com o relato do docente, em 2018 um estudo publicado na revista JAMA Network Open revelou que pessoas com melhor condicionamento físico apresentam maior expectativa de vida, em contrapartida aqueles com menor rendimento tem mais altos níveis de mortalidade.

“É como se o sedentarismo fosse uma doença. Isso é preocupante. Esses dados também nos inspiraram a fazer essa pesquisa que é tão importante para os dias atuais, mas que infelizmente não tivemos como realizá-la de forma plena, mas espero que em outro momento a realizemos”, finalizou o orientador da pesquisa.

Para concluir o trabalho, a dupla de pesquisadores produziu uma cartilha sobre Sedentarismo X Atividade física, alertando sobre o desenvolvimento de possíveis doenças, em virtude de hábitos não saudáveis.

Confira:

Cartilha PIBIC