O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou na noite desta quarta-feira (12) que ainda não há uma data definida para a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Questionado por jornalistas sobre quando a matéria será analisada, o senador classificou a pergunta como “delicada”.
Após a sessão plenária, Alcolumbre afirmou que ainda não tinha uma resposta sobre a votação e que pretende conversar com outros senadores antes de definir os próximos passos da proposta.
“Observei muito a fala do presidente da República nas duas conversas que eu tive com ele e realmente o governo tem um desejo de que as pautas prioritárias possam tramitar. Então eu ouvi, compreendi a importância e vou falar com os senadores”, declarou.
Encontro com Lula
Mais cedo, Alcolumbre se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio da Alvorada, em Brasília. Foi o segundo encontro entre os dois somente em agosto.
Na terça-feira (4), Lula e Alcolumbre também haviam participado de um jantar na residência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O encontro foi articulado por Moraes e pelo ministro Cristiano Zanin.
A relação entre o governo federal e o presidente do Senado passou por momentos de tensão desde novembro de 2025, quando Lula indicou Jorge Messias, então ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), para uma vaga no STF. Alcolumbre defendia a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Em abril deste ano, os senadores rejeitaram a indicação de Messias, em uma derrota para o governo. Alcolumbre negou ter atuado contra o nome escolhido pelo presidente.
PEC está no Senado
Além da proposta que trata do fim da escala 6×1, o governo considera prioritária no Senado a PEC relacionada à segurança pública.
A proposta sobre a jornada de trabalho foi aprovada pela Câmara dos Deputados e chegou ao Senado no fim de maio. Alcolumbre determinou que o texto passasse pelas comissões da Casa antes de chegar ao plenário.
O presidente do Senado também já sinalizou que a tramitação da PEC não deverá ocorrer com a mesma velocidade registrada na Câmara.
Até o momento, não há data definida para a votação da proposta em plenário.


