Denúncias por falta de medicamentos na Farmácia continuam, afirma deputada

Teresa Britto (PV) disse que continua recebendo muitas denúncias sobre irregularidades na distribuição dos medicamentos da Farmácia do Povo. Dois requerimentos informando a falta de medicamentos e pedindo a regularização já foram protocolados na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) neste ano. Para a parlamentar, esse é um tema que deve ser tratado com urgência, pois os medicamentos a serem distribuídos são de uso contínuo e caros. São pacientes que dependem desses remédios, muitas vezes, para continuarem vivos. “Os medicamentos excepcionais são importantes demais para os pacientes e não podem faltar. Renais, diabéticos, hipertensos e tantas outras doenças que são tratadas com eles, que normalmente são caros e as pessoas não podem mesmo comprar”, afirma. A deputada afirma ser um assunto urgente, pois a falta dos fármacos coloca a vida dos pacientes em perigo.

“Infelizmente, o governo do estado, com seu secretário. Florentino, até hoje não teve sensibilidade de não deixar faltar medicamento. Ao contrário, falta direto. Pacientes tendo problemas. Pacientes transplantados de rim podendo perder o rim. Tem havido problemas sérios com diabéticos. Isso não pode acontecer, temos que respeitar os direitos desses pacientes, eles têm que ter esses medicamentos. Tem que haver planejamento: é preciso saber a quantidade de pacientes no estado do Piauí para manter essa comprar de forma contínua para não faltar, para não deixar os pacientes morrerem. Essa cobrança nós vamos continuar fazendo”, afirma.

O primeiro requerimento que a deputada protocolou na Alepi, ainda em fevereiro, e endereçada ao governador do estado, Wellington Dias, e ao secretário de saúde, Florentino Neto, pedia a regularização da entrega dos remédios e listava alguns que estavam em falta, como acrolimo, micofenolato de sódio, micofenolato de mofetila, cloridrato de sevelâmer, sirolimus, everolimo, ciclosporina, atorvastatina cálcica, mesalazina, sacarato de ferro, cálcio e azatioprina. Em abril, Teresa Britto, em novo requerimento, pediu atenção especial ao medicamento Adalimumabe, usado em doenças crônicas, como a artrite reumatoide, espondilite anquilosante, artrite psoríaca, doença de Crohn e hidradenite supurativa.

FONTE: ALEPI