O Governo Federal inicia nesta segunda-feira (27) as operações do Move Brasil, programa que disponibiliza linhas de crédito para motoristas de aplicativo, taxistas, caminhoneiros e entregadores financiarem veículos novos com menor impacto ambiental. A iniciativa busca incentivar a renovação da frota e ampliar o acesso a meios de transporte mais sustentáveis.
No caso dos automóveis, o financiamento contempla veículos novos de até R$ 150 mil, desde que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo programa, como modelos flex, híbridos ou elétricos.
O Move Brasil é dividido em três modalidades, conforme o perfil do beneficiário. Motoristas de aplicativo e taxistas poderão financiar automóveis novos; caminhoneiros terão acesso ao crédito para aquisição de caminhões novos; enquanto entregadores poderão financiar motocicletas, ciclomotores e bicicletas elétricas destinadas ao uso profissional.
O cadastro deve ser realizado exclusivamente pela plataforma oficial do programa. A aprovação no sistema apenas confirma que o trabalhador atende aos requisitos exigidos. A contratação do financiamento, porém, dependerá da análise de crédito feita pela Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil ou outras instituições financeiras credenciadas.
As condições variam conforme a categoria. Para motoristas de aplicativo e taxistas, as taxas de juros começam em 0,91% ao mês para mulheres e 0,99% ao mês para homens, com prazo de pagamento de até 72 meses e carência de até seis meses.
Já os entregadores poderão contratar financiamentos com juros a partir de 0,90% ao mês para mulheres e 0,98% ao mês para homens, com prazo de até 48 meses e carência de até dois meses.
Para os caminhoneiros, o programa oferece prazo de financiamento de até 120 meses, além de carência de até 12 meses, permitindo condições mais adequadas ao investimento em veículos de maior valor.
O programa também conta com fundos garantidores para facilitar a concessão do crédito. Ainda assim, a liberação dos recursos dependerá da aprovação da análise financeira realizada pela instituição responsável pela contratação.
Inicialmente previsto para entrar em funcionamento em 13 de julho, o início das operações foi adiado pelo Governo Federal para a conclusão de testes tecnológicos e operacionais. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a medida teve como objetivo garantir maior segurança, estabilidade e eficiência no atendimento aos beneficiários.


