“Eu teria vacinado o Gael. Se o Brasil tivesse comprado vacinas no fim de 2020 e tudo fosse mais tranquilo, há um mês e meio eu teria vacinado meu filho”, disse ao Metrópoles o pai do garoto, o professor de matemática da Universidade Federal de Goiás (UFG) Humberto Assis Clímaco, 43.
Cleufa, Carol e Carolina: mãe e filhos. Arquivo pessoal
Gael, 7 anos; Cleufa, de 42; Humberto, 43; Carolina, 4 anos
Filho e pai: Gael, que morreu de Covid-19, ao lado pai, Humberto. Arquivo pessoal
Gael sofria de paralisia cerebral, o que o colocava no grupo de risco para o coronavírus. Isso fez a família redobrar os cuidados a fim de que o pequeno não fosse infectado, principalmente no início da pandemia.
“A gente ficou absolutamente isolado durante muito tempo, de um jeito que mal pôs o nariz para fora. A certa altura, flexibilizamos, mas não sabemos bem como pôde ter pegado”, contou Humberto.
Assim como outros brasileiros, a família de Gael precisou sair da quarentena para trabalhar e fazer outras atividades. A mãe de Gael, por exemplo, Cleufa Leandra Silva Oliveira, 42, voltou às escolas municipais onde dava aula.
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Fonte: Metrópoles