Com a chegada das primeiras doses nesta segunda-feira (18) a Campanha de Vacinação contra a covid-19 se iniciará em Teresina na próxima quarta-feira (20), dia determinado pelo Ministério da Saúde. As equipes da FMS se organizaram prontamente para saberem todos os pormenores técnicos e realizar a correta aplicação do imunizante na população alvo.
“As especificações técnicas de aplicação da CoronaVac só foram enviadas aos municípios ao meio-dia de hoje (18), o que faz com que precisemos de um dia para repassar as informações aos profissionais que já estão capacitados e prontos para iniciar os trabalhos”, esclarece Gilberto Albuquerque, presidente da Fundação Municipal de Saúde.Médico Joaquim Vaz Parente durante solenidade na Sesapi
A equipe técnica da FMS definiu que as 11.382 doses da vacina Coronavac recebidas serão aplicadas em profissionais de saúde da rede pública e privada; idosos que estão em abrigos, deficientes e profissionais de instituições de longa permanência (asilos) nesta etapa da campanha. Dentro do grupo ‘profissionais de saúde’ as doses serão direcionadas, prioritariamente, aqueles profissionais que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) exclusivas COVID, os que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) COVID, os profissionais que trabalham em urgências e emergências de hospitais, os que atuam nas alas COVID das unidades e os profissionais que trabalham no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
A FMS está fazendo todo o levantamento interno de seus profissionais que serão vacinados nesta primeira fase. E está recebendo os nomes daqueles que trabalham em unidades de saúde estaduais e particulares. A lista de vacinados será nominal, com nome completo, cargo e unidade em que trabalham. “Todas essas pessoas serão vacinadas em seus locais de trabalho”, diz Amariles Borba, diretora de Vigilância e Saúde da FMS.
Depois da festa da aprovação das vacinas, a ressaca da realidade cobra seu preço no Instituto Butantan e na Fundação Oswaldo Cruz. O centros de imunizantes do Brasil estão em alerta pelo represamento de insumos para os fármacos promovido pelo governo da China.
Em São Paulo, o estoque de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), o princípio ativo da chinesa Coronavac, só permitirá a formulação e o envase até o fim de janeiro.
Carregamento de doses da Coronavac em avião da FAB em Guarulhos, para distribuição pelo Ministério da Saúde Miguel Schincariol/AFP Carregamento de doses da Coronavac em avião da FAB em Guarulhos, para distribuição pelo Ministério da Saúde. No Rio de Janeiro, a situação é pior em relação à vacina da britânica AstraZeneca/Universidade de Oxford: a entrega do produto nem começou, apesar de ser esperada desde o final do ano passado.
São Paulo começou sua vacinação com a Coronavac na tarde de domingo (17), logo após a aprovação dos fármacos. Pressionado, o Ministério da Saúde adiantou o início, ainda que simbólico, da distribuição nacional para esta segunda.
No Butantan, há hoje as 6 milhões de doses que foram distribuídas no domingo, entre seringas prontas vindas da China e ampolas com a vacina formulada e envasada no órgão.
Além disso, há insumos que totalizam mais 4,8 milhões de doses até 31 de janeiro. Depois disso, sem reposição, é seca. A última remessa de insumos que chegou ao país foi na virada do ano. Ao todo, o contrato de quase R$ 500 milhões entre São Paulo e a Sinovac, fabricante da vacina, prevê 46 milhões de doses até abril, com opção a negociar para mais 15 milhões, e a transferência de tecnologia para a fabricação do IFA no Brasil.
Pelo acertado, mais 11 mil litros do IFA chegariam ao Brasil neste mês. Isso é suficiente para algo mais que 18,3 milhões de doses formuladas aqui, mas a carga está parada no aeroporto de Pequim.
A negociação para liberá-la envolve diplomatas e o escritório de São Paulo em Xangai, e a expectativa agora é de que ela seja ao menos dividida em dois para acelerar os trâmites. Na Fiocruz, a situação é desalentadora. A fundação também tem um contrato, para a aquisição de 100,4 milhões de doses e com transferência de tecnologia do IFA, da vacina de Oxford. O governo federal se comprometeu a pagar R$ 1,9 bilhão.
A primeira carga de insumos para 1 milhão de doses da fabricante WuXi era esperada para dezembro e, depois, 12 de janeiro. Não chegou. A responsabilidade pela encomenda é da AstraZeneca, que, procurada, ainda não comentou o caso.
Contratualmente, metade das 100,4 milhões de doses deveria chegar ao país até abril e o resto até junho, para garantir vacinação até a produção nacional começar.
Como no caso do Butantan, a independência de produzir vacinas do zero localmente em tese resolveria o problema. Ambos os institutos preveem que isso ocorrerá a partir de meados do ano. Por questões diplomáticas, já que a embaixada do Brasil foi acionada em Pequim para tentar entender quais as razões para a retenção das cargas, nenhum dos institutos científicos comenta os detalhes sobre o assunto.
Dimas Covas, diretor do Butantan, afirmou em entrevista coletiva nesta segunda (18) apenas que o problema existe e que ele espera uma resolução do governo chinês “o mais rapidamente possível”.
A Folha procurou a Embaixada da China para comentar o assunto, mas ainda não recebeu resposta. E conversou com pessoas familiarizadas com o problema. Ainda não há uma explicação clara, mas as suposições recaem sobre pressões nacionalistas na China acerca da vacina, não muito diferentes daquelas que tornaram a operação de trazer 2 milhões de doses prontas da vacina de Oxford da Índia pelo governo Jair Bolsonaro um vexame.
Pequim, apesar de já ter vacinado 10 milhões de pessoas com três imunizantes autorizados para uso emergencial desde julho passado, incluindo a Coronavac, tem uma população enorme. Assim, apesar do sucesso maior no controle da pandemia que surgiu em seu território na virada de 2019 para 2020, os chineses vacinaram 0,7% de seus habitantes. No seu maior rival geopolítico, os EUA, 4,3% dos moradores receberam algum imunizante desde 14 de dezembro.
A pressão também vem pelo ressurgimento de focos da doença em províncias do norte do país asiático. Como no caso indiano, que lançou sua campanha de vacinação enquanto o governo Bolsonaro adesivava um avião para ir buscar doses que não estavam disponíveis, o argumento de proteção nacional primeiro pode falar mais alto.
A escassez da vacina irá acentuar a discussão sobre a aplicação das doses, algo que já é discutido há duas semanas pelo governo paulista e foi aventado por Dimas Covas. Tanto Coronavac quanto Oxford necessitam duas doses, mas estudos recentes mostram que a eficácia do fármaco chinês é ainda maior se houver espaço maior do que os 14 dias previstos entre as aplicações –a Sinovac fala em 70% de cobertura, semelhante à da rival.
Já a vacina de Oxford vai no mesmo caminho em sua campanha no Reino Unido. Outros países europeus já adotaram a tática para o imunizante da Pfizer. Maior espaço significa usar mais doses para mais pessoas, esticando prazos de entrega de novos lotes.
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira (18) que todos os pagamentos de indenizações do DPVAT serão feitos pelo aplicativo Caixa Tem.
A Caixa assinou contrato com a Susep (Superintendência de Seguros Privados) na sexta (15) assumindo o atendimento e pagamento das indenizações do DPVAT. Serão considerados os sinistros ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2021. Não há mudanças nas regras de indenização.
“Quem ainda não tem conta na Caixa receberá o pagamento de graça por essa conta digital”, disse Pedro Guimarães, presidente do banco. A Caixa passou a fazer a gestão do seguro em 2021.
A solicitação é gratuita e pode ser feita diretamente na Caixa pela vítima ou pelo beneficiário. As indenizações previstas são de até R$ 13,5 mil por morte ou invalidez permanente ou reembolso de despesas médicas de até R$ 2,7 mil.
As coberturas previstas são por colisão entre veículos, colisão com obstáculos físicos, atropelamento e capotamento. Caso o usuário não consiga acessar o valor via aplicativo, a Susep exigiu que a Caixa oferecesse uma opção de atendimento presencial, afirma Solange Vieira, superintendente da Susep. “No fim de janeiro vai estar tudo eletrônico. Ainda estamos em pandemia e isso vai dar conforto para todos, que não precisarão ir às agências”, disse Vieira.
Ela lembrou que o prêmio em 2021 é zero, graças ao excedente de recursos de R$ 4,3 bilhões. “Existe uma sobra de recursos de anos anteriores que o contribuinte pagou e com certeza teremos recursos para todo ano.” A transferência da gestão do DPVAT à Caixa veio em momento que políticos vêm pressionando o governo para substituir Solange por alguém alinhado com o centrão.
Vieira foi indicada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) para o cargo, mas corre o risco de perder seu posto para um nome indicado pelo governo em troca de apoio ao deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o comando da Câmara.
Com a eleição para a presidência da Câmara e do Senado, a pressão aumentou. Segundo relatos, a superintendência e cargos atrelados a ela foram oferecidos em mais de uma ocasião por parlamentares ligados a Lira e pelo próprio candidato, em busca de votos.
O órgão entrou no jogo por ser considerado estratégico para um grupo de deputados -em 2020, teve orçamento atualizado de R$ 419,7 milhões. De acordo com integrantes do Legislativo e do mercado de seguros, são fortes os pedidos para que seja feita a troca de Solange.
O seguro DPVAT foi tema de uma série de reportagens da Folha que mostraram denúncias de mau uso do dinheiro arrecadado –como a compra de veículos e garrafas de vinho– e de conflito de interesses e favorecimento de sindicatos de corretores.
As primeiras denúncias foram feitas em relatório da consultoria KPMG, contratada pela própria Líder para averiguar suas contas após apurações que sinalizavam um suposto esquema para a concessão de sinistros fraudulentos.
Em 2015, a Polícia Federal deflagrou a Operação Tempo de Despertar em que identificou fraudes e irregularidades no pagamento de indenizações do DPVAT.
O Piauí receberá investimentos de quase R$ 450 mil para a promoção de destinos turísticos do Estado. Os recursos serão disponibilizados pelo Ministério do Turismo como uma das medidas para a retomada do setor que foi bastante atingido pela pandemia do novo coronavírus. Além do Piauí, os recursos serão direcionados para outros 15 estados, totalizando aproximadamente R$ 8,3 milhões.
O recurso será destinado à Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e deverá ser utilizado na construção de campanhas promocionais tanto de rotas turísticas quanto de produtos regionais, com foco no turismo interno e de proximidade (curta distância) que, seguindo tendências mundiais, será um dos principais impulsionadores da retomada do setor.
O secretário da pasta no Estado, Flávio Nogueira Júnior, ressalta que é o momento ideal para promover os roteiros que incluem o Turismo de Sol e Praia, Natureza e Ecoturismo. “Precisamos reforçar a divulgação dos nossos atrativos, não só para o turista que mora fora, mas dar a segurança para aqueles que também vivem aqui no Piauí e que tanto nos ajudam a divulgar nossas riquezas. Buscamos abordar no projeto, atendendo as exigências do MTur, ações como criação de vídeos promocionais de destinos importantes inclusos no Mapa do Turismo Brasileiro, ações que envolvem as mídias sociais, entre outros”, ressalta o gestor, lembrando que recentemente a Setur também assinou contrato de repasse para três obras, com recursos oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Flávio Nogueira.
Para receber os recursos, as secretarias estaduais de Turismo precisaram cadastrar propostas de promoção dos seus destinos internos até outubro do ano passado. Cada estado pôde pleitear um apoio de até R$ 500 mil. Os contratos foram firmados no final de dezembro, após análise e aprovação pela Secretaria Nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo.
“Queremos que o setor de turismo, tão impactado pela pandemia, possa se recuperar e promover o seu turismo interno, seguindo todas as regras de biossegurança que garantam a proteção de turistas e trabalhadores do setor. O objetivo é promover o turismo interno, ou seja, o Piauí para os próprios piauienses e assim também nos demais estados do país, demonstrando que é possível redescobrir os nossos destinos turísticos com responsabilidade e segurança”, destacou o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.
A superintendente de Turismo do Piauí, Carina Câmara, relembra sobre o primeiro momento da iniciativa do Mtur. “Ficamos muito felizes desde que fomos informados durante a reunião do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), através de videoconferência. Precisamos aproveitar todas as oportunidades para a divulgação dos nossos atrativos e é isso que vamos fazer juntos”, reforça.
A liberação dos recursos ocorrerá após apresentação de documentação ao Ministério do Turismo pelos gestores locais relacionadas a publicação dos editais para produção das campanhas promocionais, obedecendo os critérios estabelecidos na Portaria Interministerial nº 424, de 30 de dezembro de 2016.
O prefeito Dr. Pessoa ( MDB) não descarta a possibilidade da criação da Secretaria da Defesa Civil. A pasta deve ser criada com a reforma administrativa que será encaminhada à Camara de Teresina. A nova pasta seria uma forma de contemplar o Avante. O partido apoiou Dr. Pessoa no segundo turno e faz parte do grupo de apoio do senador Marcelo Castro (MDB).
“Ainda não entramos no mérito. Já tem o ti-ti-ti, mas ainda não entramos no mérito. Tem secretaria que vamos extinguir e essa pode ser criada ou não. Mas não tem nada definido”, afirmou.
Sobre a reforma, Dr. Pessoa diz que deseja encaminhar o projeto para a Câmara ainda este mês. Ele afirma que vai conversar com o vereador Jeová Alencar sobre o assunto.
“O mais rápido possível. Se pudesse seria neste mês ainda. Precisa esclarecer alguns pontos. Vou conversar com o presidente Jeová Alencar para afinar as ideias e fazer a reforma o mais rápido possivel”, destacou.
A Superintendência de Transportes e Trânsito de Teresina (Strans) anunciou nesta segunda-feira (18) que os radares móveis só serão usados na capital agora em locais pontuais. Um estudo está sendo feito para identificar pontos com maior demanda por este tipo de fiscalização.
“Vamos fazer um estudo nas vias onde eventualmente tem um aumento de acidentes e que possa ter óbitos, eventualmente a gente vai usar os radares móveis, de forma pontual”, garantiu o superintendente em exercício da Strans, Bruno Pessoa.
Um desses locais, de acordo com a Strans, é na avenida Maranhão próximo ao bairro Saci. “Para dar um exemplo, nós fomos provocados pelo Ministério Público, sobre a avenida Maranhão na altura da entrada do bairro Saci. Tivemos o conhecimento que ali aumentaram os acidentes e até mortes. Então, de forma pontual, a gente vai determinar que um radar móvel seja colocado ali de forma visível e que o condutor diminua a velocidade”, disse.
Fotos: Roberta Aline/Cidadeverde.com
Radares móveis só serão usados agora em locais estratégicos em Teresina
Radares fixos realocados
Já em relação aos radares fixos, a Strans anunciou que alguns foram realocados. “Os 64 radares fixos de Teresina continuam. Assim que a gente soube do contrato desses radares a gente se preocupou com os estudos técnicos e eles foram realocados”, declarou Bruno.
O superintendente em exercício prometeu mais placas de sinalização nos locais com radares. “Determinados um reforço na sinalização dos pontos bem como a colocação de placas mais visíveis. A tecnologia será usada em favor da vida”, finalizou.
Após suspender as festas carnavalescas deste ano, a Prefeitura de Teresina decidiu que não manterá os pontos facultativos previstos para os dias de folia em seu calendário oficial. A deliberação foi anunciada nesta segunda-feira (18), após reunião com representantes do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (SINDILOJAS-PI).
Segundo o prefeito Doutor Pessoa, a resolução atende às recomendações das autoridades sanitárias da capital para o combate ao novo coronavírus (Covid-19). “Se não vai haver carnaval, para que ponto facultativo? É uma determinação, pois se tivermos, poderemos estimular aglomerações e ainda estamos enfrentando uma pandemia”, pontuou o gestor.
Além de comunicar que não haverá paralisação das atividades do setor público, o Doutor Pessoa também solicitou aos empresários a manutenção das medidas de prevenção à doença estabelecidas nos protocolos de funcionamento do setor, como uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento social entre os funcionários e clientes em seus estabelecimentos, por exemplo. “Temos que caminhar com o econômico, mas resguardando vidas”, frisou.
Tertulino Passos, presidente do SINDILOJAS, agradeceu a receptividade do poder público. “A cidade irá trabalhar normalmente, todos os dias, trazendo pontos positivos para a economia e para a saúde, pois não teremos aglomeração em clubes, chácaras e sítios”, pontuou um sindicalista, que encaminhou um ofício ao executivo municipal pedindo que a medida também seja aplicada em outras datas próximas aos feriados e costumavam ser “enforcadas”.
O mau desempenho do setor de supermercados impediu que o varejo crescesse na passagem de outubro para novembro, segundo Cristiano Santos, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor registrou uma perda de 2,2%, derrubado pela inflação de alimentos e pela redução no pagamento do auxílio emergencial, que diminuiu a capacidade de consumo das famílias.
“Aumentou a parcela da população que recebeu metade do que recebia. Isso é um fator que reduz a capacidade de você realizar algum tipo de consumo. Nesse contexto, pode acontecer de a atividade de hiper e supermercados sentir mais a diminuição (do auxílio)”, confirmou Santos.
A receita nominal do segmento de hipermercado e supermercados recuou 0,8% em novembro ante outubro, ou seja, as vendas recuaram mesmo antes do ajuste da inflação no período, apontam os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).
“O cenário de hiper e supermercados é muito importante para a PMC, representa algo entre 43% e 45% de peso de toda a atividade (varejista). Então a queda de hiper e super explica bastante a queda do indicador de forma geral. Teve queda na receita, mas a queda no volume foi maior. A diferença da receita para o volume é a inflação”, explicou Santos.
Segundo o pesquisador, as atividades do varejo que cresceram em novembro foram impulsionadas pela campanha de promoções Black Friday, além da expansão do crédito e dos juros ainda em patamares baixos: Livros, jornais, revistas e papelaria (5,6%), Tecidos, vestuário e calçados (3,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,0%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,6%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,4%).
Além de supermercados, houve perdas em Combustíveis e lubrificantes (-0,4%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,1%), mas Santos acredita que houve uma antecipação de compras desse último setor ao longo da pandemia.
Na média global, o varejo teve ligeira redução de 0,1%, mas Cristiano Santos afirma que a leitura não é de queda, mas sim de estabilidade, uma acomodação, em um cenário que sucede seis altas consecutivas.
No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, houve um avanço de 0,6%.
“Veículos tiveram recuperação nos últimos meses, fazendo com que o ampliado ficasse no campo positivo”, disse Santos.
Na comparação com novembro de 2019, o varejo cresceu 3,4% em novembro de 2020, impulsionado pela Black Friday, diz o pesquisador do IBGE. Os varejistas que relataram alguma influência da campanha de promoções sobre o desempenho de novembro contribuíram com 3,1 pontos porcentuais para a taxa global do varejo no período.
Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2021. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira que a mediana das previsões para a Selic neste ano permaneceu em 3,25% ao ano. Há um mês, estava em 3,00%. No caso de 2022, a projeção seguiu em 4,75%, ante 4,50% de um mês antes. Para 2023 e 2024, as estimativas seguiram em 6,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.
Em dezembro, ao manter a Selic em 2,00% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central preparou o terreno para possível elevação dos juros em 2021. O motivo é que as projeções de inflação estão se aproximando das metas perseguidas pelo BC nos próximos anos. A avaliação é de que a instituição poderá acabar com o chamado “forward guidance” (ou prescrição futura, na tradução do inglês). O colegiado se reúne novamente nesta semana.
Adotado em agosto, o “forward guidance” é uma indicação técnica do BC de que não pretende elevar os juros se a inflação seguir sob controle e o risco fiscal não se alterar. O problema é que, nos últimos meses, a inflação ao consumidor está mais salgada, puxada por aumentos de preços em itens como alimentos e energia. Ao avaliar o cenário, o BC afirmou que “em breve, as condições para a manutenção do forward guidance podem não mais ser satisfeitas”. Na prática, se retirar esta mensagem técnica de suas comunicações, o BC ficará mais livre para elevar os juros se achar necessário.
No grupo dos analistas que mais acertam as projeções de médio prazo no Focus (Top 5), a mediana da taxa básica em 2021 foi de 2,88% para 3,50% ao ano, ante 3,00% de um mês antes.
A projeção para o fim de 2022 no Top 5 passou de 4,00% para 5,00%. Há um mês, estava em 4,00%. No caso de 2023, passou de 4,75% para 5,00%, ante 4,75% de quatro semanas antes. Para 2024, a projeção passou de 4,50% para 5,75%, ante 5,50% de um mês atrás.
O governador Wellington Dias (PT) sancionou o projeto de lei que altera a Lei 5.791 de 19 de agosto de 2008, que estabelece cotas para alunos de escolas públicas nas instituições públicas de ensino superior. A partir de agora a lei, que estabelecia 30% de vagas na Uespi, passa a exigir 50% para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médico.
O projeto é de autoria do deputado Francisco Costa, do PT. “É um projeto que busca fazer um pouco de justiça social. Já desde 2012 o governo federal estabeleceu nas universidades públicas federais para que adotem o regime de cotas, onde 50% das vagas fique disponível para o aluno da escola pública e no Piauí, segundo uma lei de 2008, fazia referência apenas uma reserva de 30% para os alunos de escola pública”, disse em entrevista à TV Cidade Verde.
Segundo o deputado, a lei busca fazer uma equiparação. “Então, buscando fazer uma equiparação a nossa Uespi pode se adequar e dedicar 50% das vagas priorizando os alunos de escola pública que tenham renda de até 1,5 salário mínimo e as outras vagas ficando para a livre concorrência”, explica.
A nova proporção de vagas já começa a valer para este ano.