Em virtude da pandemia de Covid-19, visando a preservação da saúde pública e obedecendo a todas as normas e orientações vigentes no atual momento de calamidade, a Prefeitura de Pedro II, o Governo do Estado do Piauí e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizadores do Festival de Inverno de Pedro II, decidiram cancelar a realização da 17ª edição do evento, que seria realizado de 11 a 14 de junho deste ano.
O evento acontece, tradicionalmente, no feriado de Corpus Christi e atrai milhares de turistas e visitantes de todo o país. Considerado um dos maiores eventos culturais do Piauí e do Nordeste, o festival envolve música, artesanato, além de valorizar a culinária e turismo locais durante quatro dias. Ao longo de suas 16 edições, trouxe ao estado diversos artistas e bandas renomadas nacionalmente, como Paulo Ricardo, Adriana Calcanhoto, Erasmo Carlos, Skank, entre outras, bem como atrações regionais e internacionais.
O prefeito de Pedro II, Alvimar Martins, lamenta o cancelamento do evento, mas considera uma medida necessária em virtude do momento atual. “Infelizmente, sabemos que todas as áreas estão sendo afetadas pela pandemia, como a saúde, economia, cultura. Sabemos o quanto o Festival é querido pelos seus admiradores e o quanto é grande a expectativa por sua realização. Porém, na situação atual, quando não há previsão para o fim da crise, não temos garantias de segurança e nem condições de organizar um evento dessa magnitude. Me entristece profundamente a nossa decisão, que tomamos em comum acordo com nossos parceiros realizadores, Governo do Estado do Piauí e Sebrae, entretanto, não nos resta outra alternativa. Nós, pedrossegundenses, sabemos o quanto iremos perder, principalmente na geração de emprego e renda, além de propagar todas as riquezas de nossa cidade, como artesanato, culinária, turismo, nossa cultura e hospitalidade única. Será uma perda irreparável para o município”, destaca Alvimar Martins.
O secretário estadual de Cultura, Fábio Novo, ressalta a importância do isolamento e das medidas preventivas contra a propagação da Covid-19 mesmo afetando diretamente o setor cultural. “O Festival de Inverno é um dos eventos de maior destaque no nosso Estado, movimentando todos os setores, inclusive a cultura. Temos orgulho do que temos feito em relação a esse evento nos últimos anos, por isso que infelizmente teremos que cancelar, mas entendemos que é uma medida efetiva de combate ao nosso maior inimigo, que é o coronavírus. Com isso, temos o cancelamento de eventos, o que impacta diretamente o setor cultural. Vamos nos unir, seguir as recomendações necessárias e curtir a arte por meio de plataformas a que temos acesso nesse momento como a internet. Tenho fé que, ano que vem, poderemos estar juntos fazendo o maior Festival de Inverno dos últimos tempos”, planeja.
Além do Festival de Inverno, todos eventos do Estado estão suspensos desde março. Para evitar um impacto maior para os artistas, a Secult lançou um edital de apresentações nas redes sociais em diversas linguagens como música, dança, teatro e contação de histórias. O Festival “Sossega o Facho em Casa” selecionou 160 projetos de artistas piauienses e irá remunerar todos que se apresentarão pela internet.
O Grupo das Promotorias Integradas no Acompanhamento da Covid-19 – Regional Teresina – Eixo Saúde (SUS) emitiu uma nota informativa sobre a situação do Hospital da Polícia Militar “Dirceu Arcoverde”. No final de abril, o GRPJI-SUS ingressou com ação civil pública, com o objetivo de garantir o integral funcionamento da unidade, com a contratação de profissionais de diversas áreas, inclusive para o funcionamento dos dez leitos de terapia intensiva que a Secretaria de Estado da Saúde havia se comprometido a instalar no HPM. A liminar foi deferida no dia 05 de maio pelo juízo 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública.
Confira a seguir o texto integral da nota subscrita pelos cinco promotores de Justiça que integram o Grupo Regional.
NOTA INFORMATIVA À POPULAÇÃO PIAUIENSE
O GRUPO REGIONAL DE PROMOTORIAS INTEGRADAS NO ACOMPANHAMENTO À COVID-19 – EIXO SAÚDE (SUS) do MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍ vem prestar as seguintes informações à população piauiense.
1. Em videoconferência realizada no dia 28 de abril de 2020 entre integrantes da SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE e representantes do Ministério Público do Estado do Piauí, o senhor Secretário Estadual de Saúde, Florentino Neto, assumiu compromisso de instalação de 10 (dez) leitos de UTI no Hospital da Polícia Militar, o HPM, até o dia 15 de maio. Contudo, de acordo com o PERFIL EPIDEMIOLÓGIO publicado pela SESAPI na referida data, a unidade hospitalar ainda não possui nenhum leito de UTI em funcionamento. A situação é preocupante, uma vez que o número de leitos de UTI existentes no Estado é pequeno, enquanto que o número de casos e de internações é crescente, de forma que não se pode mais esperar para disponibilizar aos cidadãos piauienses a estrutura necessária ao enfrentamento do momento mais crítico da pandemia, que se aproxima.
2. Ainda segundo o Perfil Epidemiológico do dia 15/05, a ocupação total de leitos com respiradores já ultrapassa 45%, e a de leitos exclusivamente de UTI já chegou a 51% no Estado, sendo que na capital já ultrapassa 60%. A velocidade de disseminação do vírus e a própria trajetória ascendente de novos casos, de óbitos, de internações e de ocupação de leitos de UTI sugerem um quadro muito mais severo do que o atual em curtíssimo intervalo de tempo, de forma que a instalação de leitos de UTI é uma medida urgente que demandam ação imediata.
3. Os Grupos de Atuação do Ministério Público já ingressaram com AÇÃO CIVIL PÚBLICA e, no caso do HPM, já há liminar concedida determinando a instalação de leitos de UTI. Que nossos gestores apresentem respostas tempestivas ao povo piauiense e que estas unidades sejam implementadas imediatamente, salvando vidas e permitindo que a travessia da tormenta seja enfrentada com o máximo da capacidade instalada disponível e possível.
ENY MARCOS VIEIRA PONTES
Coordenador do GRPJI Saúde SUS
PLÍNIO FABRÍCIO DE CARVALHO FONTES
Subcoordenador do GRPJI Saúde SUS
FLAVIO TEIXEIRA DE ABREU JUNIOR
Membro do GRPJI Saúde SUS
MÁRIO ALEXANDRE COSTA NORMANDO
Membro do GRPJI Saúde SUS
PAULO RUBENS PARENTE REBOUÇAS
Membro do GRPJI Saúde SUS
Coordenadoria de Comunicação Social Ministério Público do Estado do Piauí MP-PI
A Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) registrou, no início da tarde do sábado (16), a sexta alta de paciente com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O primeiro caso foi registrado há menos de um mês: a paciente de 23 anos, proveniente do Bairro São Joaquim, zona Norte de Teresina, deu entrada na unidade, no último dia 7. Com 36 semanas de gestação, deu a luz a um bebê do sexo masculino e ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva para pacientes com Covid-19, recebendo alta no dia 12, quando seguiu para a Ala E, também isolada para pacientes com a doença. O bebê testou negativo, mas continua internado para tratamento clínico. Até o momento, nenhum bebê contraiu o vírus da mãe.
A Maternidade Dona Evangelina Rosa é referência em tratamento de alta complexidade e tem sua equipe treinada e preparada para os casos que chegarem, com ações rápidas e tratamento de mães e bebês. Todos os setores da unidade foram orientados e treinados para trabalhar no combate à pandemia. Foi instalado, na parte externa da Casa, um estande com consultório e recepção para receber gestantes e orientá-las, testá-las e classificá-las quanto ao risco, além encaminhá-las para o local indicado. Uma ambulância é disponibilizada para transferência pacientes em casos necessários.
A MDER tem disponíveis dez leitos de UTI e 16 leitos de internação clínica. Além da Ala E, que está disponibilizada para receber gestantes e puérperas com casos confirmados da doença. A MDER vem tomando medidas importantes para proteger pacientes e colaboradores. Não está sendo permitida a presença de acompanhantes nos Centros Cirúrgicos (CC), Obstétrico (COS) e Sala de Recuperação pós-anestésica. As visitas à pacientes estão suspensas.
A diretoria da Casa também orientou a ficar em casa em isolamento social os servidores que têm mais de 65 anos e aqueles acima de 60 que possuem comorbidades (associação de duas ou de várias doenças que aparecem de modo simultâneo) ou sintomas da Covid-19. Os setores administrativos estão trabalhando em escalas alternadas para evitar aglomerações. O uso de aparelho celular também está proibido em alas de tratamento da Covid-19.
O Grupo Regional de Promotorias de Justiça Integradas na Defesa da Saúde Pública (SUS), expediu, na manhã de hoje (15), duas recomendações ao presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Manoel Moura, para adequações nos dois hospitais de campanhas que estão sob a administração da prefeitura de Teresina.
Os promotores do Grupo Regional instruem o chefe da FMS a submeter às duas unidades de saúde a vistorias e autorizações do Corpo de Bombeiros Militar do Piauí e da Vigilância Sanitária para funcionamento. O Grupo pede que Manoel Moura apresente, em até cinco dias, os projetos básicos dos dois hospitais; o projeto e memorial de cálculos do sistema de exaustor do Padre Pedro Balzi; e os contratos relacionados à montagem e ao mobiliário das duas unidades de saúde.
Em relação à estrutura do hospital Padre Pedro Balzi, os membros do MP do Piauí solicitam o ajuste da distância entre leitos e paredes laterais, ou seja, que os leitos estejam a uma distância de 1 metro entre si e da parede lateral, e a colocação de barreira lateral entre os leitos, conforme as orientações da NT 69/2020, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Ainda sobre o hospital da campanha instalado na UFPI, a recomendação é para o ajuste da área de desparamentação. O local deve ser isolando, com barreiras físicas laterais e superior, da área contaminada, para que o profissional desprovido de equipamento de proteção individual não fique exposto a área contaminada; além da colocação de espelho para auxiliar no processo de desparamentação.
Sobre o hospital da Fraternidade, o MPPI quer também a obediência da distância mínima entre os eleitos; o isolamento das janelas das enfermarias em relação à rua que fica ao lado, de no mínimo de dois metros, com barreiras físicas (tapumes) e a advertência aos pedestres do risco de contaminação biológica; a adequação do fluxo de entrada e saída de profissionais de saúde, para que não haja contato entre as pessoas ingressantes no hospital com pessoas/objetos oriundos da área contaminada; o isolamento, com barreiras físicas, áreas contaminadas de áreas não contaminadas.
A FMS deve corrigir o problema relacionado ao ar condicionado instalado na área contaminada, cujo exaustor expele ar para área descontaminada, justamente a área de desparamentação.
Coordenadoria de Comunicação Social Ministério Público do Estado do Piauí MP-PI
A 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública da Comarca de Teresina, por meio do juiz de Direito Aderson Antonio Brito Nogueira, deferiu pedido de tutela de urgência feito pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio do Grupo Regional de Promotorias de Justiça Integradas na Defesa da Saúde Pública (SUS). O objetivo é o fornecimento de informações acerca do quantitativo de equipamentos de proteção individual (EPIs), testes e leitos disponíveis para o combate à pandemia do novo Coronavírus (COVID-19) pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI).
Desta forma, a SESAPI recebeu o prazo de 48 horas para fornecer atas e áudios das reuniões virtuais da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), bem como pareceres do Comitê de Operações Especiais, normativo do Centro de Operações Especiais da SESAPI (COE) informando sua função, documentos de aquisição e recebimento de equipamentos de unidade de terapia intensiva (UTI), de testes para COVID-19, bem como sua distribuição e critérios utilizados para isso. A Secretaria terá que fornecer, ainda, documentos de aquisição e recebimento de EPIs, sua dispensação aos profissionais da saúde, além de fornecer os contratos de leitos clínicos e UTIs firmados com a iniciativa privada e informar quantos profissionais de saúde foram aprovados no último chamamento público da SESAPI, quais foram nomeados, suas respectivas lotações, o quantitativo de Cloroquina e Hidroxicloroquina adquiridos pelo Estado e recebidos do Ministério da Saúde.
“A gravidade da emergência causada pela pandemia da COVID-19 exige das autoridades a máxima transparência para a efetivação concreta da proteção à saúde pública, com a adoção de todas as medidas possíveis para o apoio e manutenção das atividades do Sistema Único de Saúde”, Aderson Antonio Brito Nogueira justifica na decisão. Ele entende que todas as informações sobre providências adotadas pelo Poder Público para enfrentamento da pandemia devem ser disponibilizadas aos órgãos de controle, observando o princípio da legalidade e transparência.
Coordenadoria de Comunicação Social Ministério Público do Estado do Piauí MP-PI
Como medida preventiva à disseminação da Covid-19, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) dispôs de estratégias e diretrizes que foram adotadas como regime especial de aulas da rede pública estadual de ensino do Piauí, durante a vigência do decreto emergencial que as suspende, no ambiente escolar, substituindo-as pelas aulas remotas, onde foi preparado um plano de ação pedagógica que já apresenta resultados positivos.
As escolas tiveram total autonomia para planejar como implementar essas novas estratégias de acordo com suas especificidades. O documento, que foi lançado no início do mês, indica os recursos para que as aulas funcionem no formato remoto. Uma das ferramentas é o programa de mediação tecnológica Canal Educação. Por meio dessa plataforma, a Seduc disponibiliza os links das aulas e material de todas as disciplinas.
Escolas que não ofertam mediação, devem criar os planos de ação baseados nas diretrizes do documento, pensando quais ferramentas têm melhor condição de uso. Dessa forma, a escola tem autonomia para pensar em outras estratégias, utilizando outras ferramentas de sala de aula, como, por exemplo, aplicativos de videoconferência e outros recursos de pesquisa. As unidades tiveram prazos e data limite para concluir a análise e devolutiva, conforme cronograma proposto.
Das 658 escolas da rede estadual de ensino em todas as modalidades, 92% está atendendo aos alunos com as aulas remotas. Todas elaboraram um plano de ação específico, que está sendo executado com videoaulas, tira dúvidas, exercícios, chats de discussão, lives entre professores e alunos, via WhatsApp, e-mail, para que o estudante possa acompanhar os estudos.
“Esse processo superou as expectativas em todos os sentidos, todas as escolas responderam a contento. Muito impressionante as formas adotas para o atendimento aos nossos alunos. O diferencial é que pensávamos que, por ser Educação de Jovens e Adultos (EJA) e estarmos em locais diversos que na sua maioria poderiam não ter internet, recebemos uma chuva de ideias sobre como levar a bom termos as aulas remotas e está dando certo. Seja por rádio, material gráfico, telefones celulares, enfim, todos unidos em prol da educação”, afirma a diretora da EJA, Conceição Andrade.
A Educação de Jovens e Adultos é uma das modalidades de ensino ofertadas pela Seduc que também aderiu ao plano de ação. Das 383 escolas que têm turmas de EJA, 222 enviaram seus planos, as demais que ainda não conseguiram o envio, a secretaria já está em contato, dando total apoio no que for necessário.
Além da Educação de Jovens e Adultos, a Unidade de Ensino e Aprendizagem, com as escolas de Ensino Médio e Fundamental Regular e de Tempo Integral e a Unidade de Educação Profissional, são as pastas de modalidades de ensino ofertadas pela secretaria. Cada unidade tem seus técnicos que analisam os planos de educação.
De acordo com o secretário de Estado da Educação, Ellen Gera, tiveram casos de escolas que se negaram a adotar o novo plano. “Essas escolas, com o passar dos dias e vendo todos os resultados, começaram o processo de retomada das aulas, seguindo o novo plano. Tivemos momentos distintos, onde algumas escolas adotaram o novo sistema de aulas remotas bem no início, outras depois, e outras num terceiro momento. Com isso, iremos gerenciar escola por escola, pois não teremos mais um calendário de rede, mas um calendário por escola. O Conselho Nacional de Educação abriu consulta pública com documento sobre essa modalidade de aulas não presenciais, onde votou parecer sobre a reorganização dos calendários escolares e realização dos trabalhos remotos durante pandemia, esse documento já foi liberado e estamos bastante felizes por estar similar ao documento que fizemos aqui no Piaui. Não podemos deixar aqui de destacar o trabalho dos professores que estão se desdobrando para encontrarem as melhores soluções de adaptação a essa nova realidade. Estamos trabalhando para que nossa educação não pare e possa chegar a todas as modalidades e em todas as escolas de maneira eficaz e com qualidade. Todos, professor, escola, coordenador, gerente, técnico e aluno, juntos e contribuindo para que isso ocorra da melhor forma, é muito gratificante ver o empenho de todos e o bom resultado disso”, comenta o gestor.
“Repensar a questão das rotinas, tanto da escola, como do professor, do estudante e até mesmo da família em curto tempo foi o nosso maior desafio. Tudo aconteceu muito rápido, promover a aprendizagem e vencer nesse momento, fornecendo conteúdo que não sobrecarregasse professores, alunos e família. Se pensar em fornecer atividades tanto para quem tem acesso, como para quem não tem, sendo que as duas situações tem a mesma condição de aprendizagem, não foi tão simples. Mas quando apresentamos as orientações houve uma integração total da escola, todos aprendendo a utilizar a ferramenta, sem apresentar nenhuma objeção, fora também o apoio das famílias, onde vários vizinhos disponibilizaram senhas de internet para os alunos que não tinham condições de pagar. Então, foi um grande trabalho”, comemora a professora Marceli Cardoso, da Unidade Escolar Lima Rebelo, de São Miguel do Tapuio.
Já a professora Rosimar Silva, gestora do Ceti Pedro Mendes Pessoa, de Beneditinos, disse que a metodologia a princípio foi um grande desafio. “As aulas remotas foram a melhor forma encontrada para estarmos próximos dos alunos, nesse momento de pandemia, para que eles não sejam prejudicados com a saúde e nem com a educação. Sentamos, pensamos juntos e buscamos as estratégias para nos adequarmos à nova metodologia, de acordo com o decreto da Seduc. Todos, sem exceção, estão engajados nas aulas, com horário para começar e terminar, obedecendo as 4 horas mínimas diárias. Pudemos até perceber após o desenrolar das atividades, uma ótima interação entre todos”, afirma a diretora.
Após análise pela Unea e devolutiva para as GREs dos planos, as escolas que iniciaram o processo de aulas remotas desde o primeiro dia após decreto governamental tiveram até o dia 24 de abril para envio do plano. Conforme os planos foram chegando às GREs, elas enviavam de imediato às escolas, para que as mesmas pudessem fazer as correções ou adaptações necessárias.
De acordo com a diretora da Unea, Maria José, os cronogramas foram alinhados com todas as modalidades e, após análise, enviados ao Conselho Estadual de Educação. “A pasta tem apoiado e assessorado todas as gerências regionais para o planejamento pedagógico das escolas. Nesse momento, as equipes de ensino estão na análise dos planos e acompanhando as aulas remotas, com o propósito de apoiar as GREs para que as mesmas possam ofertar um ótimo plano para os alunos e tenhamos um excelente resultado. Esse trabalho é realizado de maneira integrada para que essas aulas sejam realizadas da melhor forma. A nossa preocupação, além do processo de ensino e aprendizagem em si, é também de uma aproximação, uma mensagem de otimismo com esse novo contato com os alunos”, afirma a diretora.
Foi o que ocorreu com a coordenadora Aurimar Rocha, do Ceti Pedro Mendes Pessoa. Ela disse que seus alunos entenderam que o ensino vai além da sala de aula. “Eles perceberam que eles e suas famílias são responsáveis pela otimização do seu próprio tempo, que eles têm uma oportunidade de não ficar inertes e tendo só notícias da pandemia, ficando preocupados em demasia, apesar de que a preocupação deve existir de qualquer forma, e estão tendo, além de tudo, a oportunidade de constituir novas habilidades de pesquisa e o reforço no compromisso familiar. Tenho recebido muitas ligações de pais de famílias perguntando como estão funcionando as aulas e pedindo a inclusão de seus números nos grupos dos alunos. Acredito que nós professores estamos rompendo paradigmas, vivendo com algo extremante novo, estamos tendo que buscar estratégias para interagir com os alunos, fizemos um plano eficaz, que teve a participação efetiva de todos, onde cada um deu o melhor de si e compartilhou o conhecimento, e, em consequência disso tudo, estamos ampliando a nossa visão de como é realmente mediar o conhecimento e entender a nossa mensagem via WhatsApp”, afirma Rocha.
O Dia do Piauí, comemorado no dia 19 de outubro, foi antecipado para esta sexta-feira, dia 15 de maio. A mudança foi aprovado pela Assembleia Legislativa, que acatou projeto de lei enviado pelo governador Wellington Dias, que determinou a antecipação do feriado em razão da crise sanitária provocada pela pandemia da Covid-19.
Com a medida, o objetivo é estimular o isolamento social. “O objetivo é garantir a facilitação do isolamento social. É uma data simbólica e especial, mas peço a compreensão de todos, pois nesse momento a vida está acima de tudo e, pela vida, neste ano vamos comemorar o Dia do Piauí em maio dentro de casa”, justifica o governador.
Pelo projeto de lei, fica determinado aos órgãos e entidades da Administração Pública estadual envolvidos direta ou indiretamente no combate à Covid-19 que reforcem a campanha #FicaEmCasa, que visa à conscientização sobre a importância do isolamento social.
Após uma reunião nesta quarta-feira (13), com médicos e representantes da gestão de saúde estadual e de enfrentamento a pandemia do novo coronavírus, foi criado um grupo de trabalho para estudar, avaliar e definir o uso de cloroquina, hidroxicloroquina e corticoides, entre outros medicamentos que auxiliem no tratamento da Covid-19.
O Governo do Estado se prontificou a garantir que as medicações necessárias e julgadas como pertinentes pelos médicos não faltem. “É importante que o médico, tomando a decisão pela prescrição medicamentosa, avaliando individualmente cada caso, possa utilizar os insumos disponíveis. O mesmo vale para os exames, que estamos ampliando para ter um resultado rápido, permitindo um tratamento eficaz e que evite que os pacientes sejam encaminhados para a UTI”, conclui o governador.
Presente à videoconferência, o médico oncologista, Sabas Vieira, advogou junto ao Governo do Estado o estudo do uso de corticoides no tratamento à Covid-19, a depender da avaliação médica. “É verdade que não há ainda uma pesquisa científica que comprove os resultados da cloroquina no tratamento da Covid-19, mas nós estamos avaliando e, em breve, teremos alguns dados para apresentar comparando o tratamento de pacientes que utilizaram corticoide e os que não usaram. Existe um otimismo entre os médicos que estão trabalhando nesta vertente”, diz.
O médico Jefferson Campelo, outro profissional que participou do encontro, lembrou que, independente dos indicativos, todos os procedimentos adotados nestas circunstâncias devem seguir protocolos de pesquisa. “Todo trabalho deve passar pelo crivo de um comitê de ética. Precisamos serenar os ânimos, discutir de forma muito profissional, deixando as vaidades de cada um, mas que a gente possa sentar e construir algo que seja proveitoso. E nós temos essa oportunidade agora”, defende o médico Jefferson Campelo.
Participaram da videoconferência outros nomes da medicina piauiense, como Benjamin Vale, Luciana Formiga, Marcelo Martins, Bruno Ribeiro e o diretor do Hospital Natan Portela, o médico infectologista José Noronha.
Além de profissionais da saúde, o comitê deve ser constituído por pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Estadual do Piauí (Uespi), faculdades, Conselho Regional de Medicina (CRM) e demais entidades de saúde.
O professor do curso de Química da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Geraldo Luz, explica quais produtos podem ser utilizados para desinfectar materiais, possivelmente, contaminados com o novo coronavírus.
As recomendações envolvem os cuidados necessários ao ir ao supermercado, os materiais que oferecem uma maior sobrevida a Covid-19, máscaras, a utilização do celular em meio a pandemia, assim como a higiene necessária com as roupas.
Tendo como base as recomendações de isolamento social estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde, o professor Geraldo Luz nos responde sobre os principais questionamentos de como higienizar produtos para evitar contaminação de Covid-19.
Ascom Uespi: Professor, quais produtos de limpeza estão sendo utilizados para “quebrar” a camada lipídica que envolve o vírus?
Professor Geraldo Luz: Produtos de limpeza oxidantes, como o hipoclorito de sódio, comercializado como água sanitária em concentração de 2% a 2,5%, podem promover a oxidação da camada lipídica dos vírus encapsulados, como o Sars-CoV-2, levando a inativação destes microrganismos. A água sanitária diluída para 0,5% pode ser utilizada para desinfecção de pisos e superfícies, já a diluição de 0,05% pode ser utilizada para a limpeza das mãos (apenas na falta de álcool 70 em gel ou água e sabão).
Como esses produtos agem para evitar contágio?
Agentes detergentes, como sabão e detergente, e álcool (concentração superior a 70 %), são capazes de dissolver a camada lipídica da cápsula do vírus e, assim, provocar a sua inativação. Por esse motivo, água e sabão podem ser utilizados para higienização das superfícies, roupas e o corpo humano. O álcool 70 pode ser utilizado para higienização das mãos.
Quais cuidados devemos ter ao ir ao supermercado?
Quando for necessário ir ao supermercado, escolher um horário com baixo movimento; utilizar máscara; levar álcool 70 em gel para desinfecção das mãos; manter distância de 2m das pessoas; evitar cruzar com pessoas nos corredores; procurar não conversar; tocar apenas nos produtos que for comprar.
Como podemos desinfectar, de uma maneira segura, as compras e as sacolas ao chegar em casa?
Antes de armazenar as compras, todas as embalagens podem ser desinfectadas com solução aquosa de hipoclorito de sódio a 0,5 %. As frutas e verduras devem ser colocadas em solução 0,05 % de hipoclorito de sódio por cerca de 20 minutos.
Quais os materiais oferecem uma maior sobrevida ao Coronavírus em superfícies?
De acordo com um estudo publicado na Revista de Medicina da Nova Inglaterra, o vírus sobrevive três horas no ar, 4h no cobre, um dia no papelão, entre 2 a 3 dias no plástico ou no aço.
Como devo limpar o celular?
O celular pode ser desinfectado utilizando um pano umedecido com álcool 70. Importante passar o álcool em toda a superfície externa do aparelho, retirar a capa (se tiver) e higienizá-la também.
Como higienizar as roupas quando chego em casa?
Sempre que precisar sair de casa, ao voltar, higienizar os calçados com solução aquosa de hipoclorito de sódio a 0,5%, retirar cuidadosamente as roupas e a máscara (tecido) para serem lavadas (normalmente com sabão), tomar banho, lavando os cabelos.
Qual a importância de seguir essas medidas de segurança?
Nesse momento de pandemia, cuidar da higiene pessoal e dos familiares é cuidar de todos. O novo coronavírus tem elevada taxa de transmissão e as pessoas infectadas apresentam sintomas que ainda estão sendo estudados. Além disso, como ainda não há vacina ou um remédio com eficácia comprovada para todos os casos, o melhor a fazer é evitar a contaminação.
Por conta da pandemia no novo coronavírus, diversas atividades foram suspensas. Os concursos foram algumas dessas atividades. Mas, como ficam os concurseiros que se programaram para realizar provas, compraram passagens ou pagaram inscrições?
Segundo Advogado em Direito Público, Martinho Vasconcelos, essas suspensões foram regulamentadas por leis nos âmbitos municipal, estadual e federal, a fim de garantir a segurança da população e os direitos dos Concurseiros. O especialista pontua que neste momento de pandemia é inviável a realização de qualquer prova de concurso, independente da fase que o certame esteja.
Suspensões foram regulamentadas por leis nos âmbitos municipal, estadual e federal – Foto: Reprodução
“Existe uma série de legislações suspendendo ou comunicando a suspensão desses concursos. Um projeto de lei do Deputado Federal Rafael Motta (PSB-RN) suspende, de uma forma geral, todos os concursos, independe da fase, nesse momento de pandemia.
No caso dos concursos onde o período de inscrição já se encerrou e foram suspensos por conta da pandemia, como é o caso do concurso da Prefeitura de Teresina, não existe outra orientação a ser dada aos concurseiros senão aguardar”, frisa.
Provas de certames foram suspensas como forma de evitar aglomeração de pessoas. – Foto: Reprodução
Dr. Martinho enfatiza ainda que a decisão de prorrogar, reabrir o prazo de inscrição ou manter o prazo fechado e apenas dar continuidade às etapas do concurso após o período da pandemia é administrativo. Ou seja, cada prefeitura, estado ou órgão da união deve tomar essa decisão de acordo com o que achar mais conveniente e visando o que deve nortear os atos públicos.
“Se você já fez sua inscrição e o concurso foi suspenso, aguarde. O que pode acontecer é que se o concurso for cancelado você receberá o valor pago. Aos concursos onde já houveram a homologação e os candidatos já estão aptos a nomeação, é preciso ficar atento que a administração pública, mesmo em período de pandemia, não pode contratar servidores temporários, mesmo que de forma emergencial, para funções onde já existe concurso feito, homologado e vagas a serem preenchidas. O órgão pode adiantar o preenchimentos das vagas de acordo com a oportunidade e conveniência”, pontua Martinho Vasconcelos.