Um homem apontado pela polícia como líder de uma facção criminosa foi preso nesta sexta-feira (16), durante a Operação Cactus, que mobilizou equipes em três estados. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão no Piauí, Maranhão e Mato Grosso. A ação também resultou na apreensão de armas de fogo e no bloqueio de bens e valores de investigados.
O suspeito foi localizado na comunidade Centro dos Rodrigues, no município de Santo Antônio dos Lopes, no Maranhão, a cerca de 400 quilômetros de Teresina. Segundo o Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), as diligências ocorreram também na capital piauiense, em União, no Piauí, e em Cuiabá, no Mato Grosso.
A operação tem como objetivo combater o tráfico de drogas, a atuação de organizações criminosas e a lavagem de dinheiro, atingindo tanto os integrantes do grupo quanto a estrutura financeira supostamente utilizada nas atividades ilícitas.
Justiça determina bloqueio de bens e valores
De acordo com o Denarc, as investigações identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados pelo homem preso. Os levantamentos também apontaram indícios de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
A apuração inclui ainda a esposa do investigado, citada em levantamentos financeiros relacionados ao caso.
Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão o bloqueio de até R$ 487 mil em bens do suspeito e de R$ 625 mil em bens da esposa. A decisão também prevê restrições patrimoniais contra empresas e outras pessoas investigadas, com valores que chegam a milhões de reais.
Outro bem mencionado na investigação é um apartamento em Teresina, adquirido por R$ 300 mil à vista. A Justiça autorizou ainda o sequestro de 60 veículos vinculados aos investigados.
Segundo o Denarc, as medidas buscam impedir a movimentação e a ocultação de recursos que possam ter origem em atividades criminosas, além de enfraquecer financeiramente a organização investigada.
Prisões temporárias e continuidade das investigações
A decisão judicial autorizou a prisão temporária de 11 investigados pelo prazo de 30 dias, além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão e da suspensão das atividades de empresas citadas na investigação.
As apurações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito nos crimes investigados e identificar possíveis outros envolvidos.
Os investigados são alvos de apuração policial, e a responsabilidade criminal de cada um deverá ser estabelecida pelas autoridades competentes.


