O MDB enfrenta sérias dificuldades para formar a chapa proporcional para as eleições de 2022 no Piauí. No cenário atual, está claro para qualquer pessoa que o partido não consegue reeleger seus atuais seis deputados estaduais.
Os emedebistas já pediram socorro ao governador Wellington Dias (PT) para que ele ajude o partido a montar a chapa. O problema é que nenhum pré-candidato mediano em sã consciência tem interesse em se filiar ao MDB para servir de escada para reeleger os atuais deputados do partido.
Diante dessa dificuldade, o MDB já começa a valorizar as suplências como forma de atrair pré-candidatos. De acordo com o deputado estadual João Madison, ser suplente no MDB é um grande negócio. Na visão dele, o partido é bastante atraente nesse quesito.
A lógica de João Madison é que o esquema político do governador Wellington Dias vai ganhar a eleição de 2022 e com isso dois ou três suplentes do MDB terão a oportunidade de serem convocados para assumir o mandato.
“O cara pode chegar e dizer: ‘Ah, lá no MDB os deputados vão ter 35 mil, 40 votos e nós não vamos ter chance’. Mas é muito fácil o cara ser um suplente e assumir. Porque se nós ganharmos o governo, e é isso que a gente trabalha, naturalmente pelo menos dois deputados estaduais podem assumir alguma coisa no governo [e abrir vaga na Assembleia]. É muito mais fácil do que ir para um desses partidos que só vão eleger um deputado”, explicou.
Ou seja, além de oferecer as vagas de suplência como atrativo, João Madison ainda condiciona essa vantagem à uma eventual vitória do grupo político do governador Wellington Dias.
Resumindo: o deputado João Madison quer convencer pré-candidatos mais fracos de que o “cheiro do queijo” no MDB será muito bom para eles.
FONTE: LUPA1
FOTO: Thiago Amaral/Alepi


