Foto: Luis Marcos/Viagora
O deputado Zé Santana (MDB) é um dos parlamentares que já mostrou interesse em disputar a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI).
Durante entrevista, o parlamentar falou sobre um possível entendimento entre deputados do MDB para lançar só um nome e sobre a declaração da OAB-PI de que o candidato para o cargo deveria seguir um perfil mais técnico.
De acordo com Zé Santana, ele decidiu colocar seu nome à disposição após conversar com alguns colegas e entenderem que devido a vivência e formação ele estaria apto para disputar a vaga. O deputado afirma que há outros deputados do MDB que também já manifestaram publicamente o desejo de ocupar a vaga no TCE, como os deputados João Madison, Pablo Santos e Henrique Pires, e que expectativa é que haja um entendimento dentro do partido.
“Conversando com alguns colegas, a gente chegou ao consenso que eu deveria disponibilizar meu nome com esta pretensão e estamos aí dialogando. […] Por entenderem que em função da nossa vivencia, da nossa formação, da nossa forma de ser, é possível que nós podemos contribuir. […] É um pleito que a gente decidiu estar postulando juntamente outros colegas, inclusive do MDB, mas não foi uma decisão de partido. Nós vamos, inclusive, em um momento oportuno buscar procurar o partido para se manifestar a esse respeito. Já deram declarações públicas o deputado João Madison, o deputado Pablo e Henrique Pires”, comenta Zé Santana.
Questionado sobre a declaração da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Piauí (OAB-PI), de que o candidato para a vaga de conselheiro no TCE deveria seguir um perfil mais técnico, Zé Santana afirma que diversos candidatos que também estão postulando a vaga, assim como ele, são advogados e estão aptos para o cargo. Para o deputado, o fato de ter um mandato no legislativo dá mais lidimidade para a vaga.
“Eu acho que lamentavelmente um processo político que tá ocorrendo no momento na OAB, estão desvirtuando, usando como forma de plataforma eleitoral, intervindo em coisas que não fazem o menor sentido […] A gente não pode misturar as coisas. A questão técnica, aqui na Assembleia, diversos deputados assim como eu, sou advogado, tenho outras formações e tenho, efetivamente, capacidade plena de disputar qualquer tipo de eleições. A Constituição é muito clara: qualquer cidadão, preencho ali aqueles requisitos, não se pode ter a discriminação de que por estar à frente de um mandato parlamentar, pelo contrário, eu acho que ele dá mais legitimidade, inclusive”, finaliza o deputado.
FONTE: VIAGORA


