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Presidente da Alepi anuncia que nomeações de aprovados no concurso serão iniciadas ainda em outubro

O presidente da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), deputado Severo Eulálio (MDB), se reuniu nesta terça-feira (14) com representantes da segunda turma de aprovados no concurso público lançado em 2023 e realizado em 2024, para discutir o cronograma de nomeações. Segundo o parlamentar, as primeiras convocações devem ocorrer ainda neste mês de outubro, em alusão ao Mês do Servidor Público.

“O nosso plano é convocar todos eles. Agora, iremos fazer de forma gradativa, de acordo com a capacidade financeira que a Assembleia tem. Iremos, ainda neste mês do servidor, convocar uma parte dos nossos aprovados no concurso para que possam assumir os seus cargos aqui na Assembleia”, afirmou Severo Eulálio.

O concurso da Alepi ofereceu 201 vagas para cargos de nível médio e superior, distribuídas em 24 especialidades de nível superior e sete de nível médio. As provas foram realizadas em janeiro de 2024, e o certame registrou 13.895 inscrições, com uma taxa de abstenção de 35,09%.

Entre as áreas contempladas estão Direito, Contabilidade, Comunicação Social, Administração Pública, Engenharia Civil, Pedagogia, Jornalismo, Arquitetura, Relações Públicas, Design e Produção Audiovisual, entre outras.

As remunerações variam de R$ 2.644,47 (nível médio) a R$ 4.068,45 (nível superior).

Em junho deste ano, a Alepi prorrogou a validade do concurso por mais um ano, contada a partir de 12 de julho de 2025, conforme o edital 01/2023, organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan).

O concurso integra o Programa Avança Alepi, que busca modernizar a estrutura administrativa da Casa e fortalecer o quadro técnico de servidores.

“A Assembleia tem se preparado para receber esses novos profissionais, que contribuirão para o avanço institucional e para a melhoria dos serviços prestados ao cidadão piauiense”, destacou o presidente.

As nomeações ocorrerão de forma escalonada, conforme a disponibilidade orçamentária da Casa Legislativa.

Rafael Fonteles entrega novo Batalhão da Polícia Militar e reforça segurança no Centro de Teresina

O governador Rafael Fonteles inaugurou, nesta quarta-feira (15), o novo prédio do 1º Batalhão da Polícia Militar (BPMPI), localizado na Rua David Caldas, no Centro-Sul de Teresina. A obra, realizada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-PI), teve investimento de R$ 1,75 milhão.

O novo espaço foi totalmente reformado e ampliado, oferecendo mais funcionalidade e acessibilidade aos policiais e à população. No térreo, há recepção, salas operacionais, cozinha, refeitório e alojamentos com banheiros individuais. Já o pavimento superior conta com auditório, áreas administrativas e sala multifuncional para treinamentos e reuniões. Todos os ambientes são climatizados, com internet, mobiliário novo e estrutura adaptada às normas de segurança e acessibilidade. Assim como os demais batalhões da capital, o 1º BPM funciona 24 horas por dia, garantindo atendimento contínuo à população.

Durante a solenidade, o governador Rafael Fonteles destacou que a entrega marca a modernização do primeiro batalhão da capital dentro do programa de ampliação e revitalização das Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP). “Estamos revitalizando e modernizando todos os prédios da segurança pública, assim como fazemos na saúde e na educação. É o maior investimento da história em infraestrutura e tecnologia na segurança. Esse batalhão é o centro da segurança pública da região central, um espaço adequado tanto para o trabalho dos nossos policiais quanto para o atendimento da população”, afirmou o governador.

Inauguração do Batalhão da PM no centro de Teresina (Foto: Gabriel Paulino)
Inauguração do Batalhão da PM no centro de Teresina (Foto: Gabriel Paulino)

Segurança reforçada

O secretário da Segurança Pública, Chico Lucas, destaca que o novo espaço é estratégico para o reforço das ações de combate ao crime na região central, que concentra grande fluxo de pessoas e comércios. “O 1º Batalhão precisava dessa revitalização. Estamos entregando uma sede estruturada e digna, que fortalece o policiamento e o atendimento à população. Mas, o problema do Centro não se resolve só com polícia, é preciso pensar em moradia, assistência social e recuperação de pessoas em situação de vulnerabilidade”, pontuou.

Solenidade de inauguração de Batalhão da PM no centro de Teresina (Foto: Gabriel Paulino)
Solenidade de inauguração de Batalhão da PM no centro de Teresina (Foto: Gabriel Paulino)

O comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Scheiwann Lopes, destacou a continuidade dos serviços prestados mesmo durante a obra e os resultados positivos já alcançados na região. “O batalhão continuou atuando durante a reforma e agora volta para um prédio moderno e funcional. Já são três meses sem homicídios no Centro e uma redução de mais de 50% nos casos de furtos e arrombamentos. Isso mostra o impacto do trabalho integrado e da presença policial”, finaliza o coronel.

Defesa afirma que réu em caso de envenenamento no Piauí também foi vítima da substância, segundo laudo do IML

A defesa de Francisco de Assis Pereira da Costa, réu no caso das mortes por envenenamento que chocaram o Piauí, afirma que um laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprova que ele também teria sido vítima de intoxicação por agrotóxico. O documento, segundo o advogado Herbert Assunção, será usado como prova técnica para tentar evitar que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Exame toxicológico

O exame foi realizado em janeiro deste ano, a pedido da Polícia Civil. De acordo com o laudo, peritos encontraram resíduos do pesticida Terbufós e de seu metabólito Terbufós sulfóxido no sangue de Francisco. O Terbufós é um agrotóxico de uso agrícola que, quando ingerido, pode causar intoxicação severa e até a morte.

Para o advogado, o resultado do exame muda o rumo do caso.

“Esse laudo pericial é a prova técnica e contundente de que Francisco de Assis também foi vítima de envenenamento. O documento, inclusive, foi omitido pelo Ministério Público no momento da denúncia”, afirmou Herbert Assunção.

Segundo o defensor, o próprio delegado Abimael Silva, responsável pela investigação em Parnaíba, confirmou em juízo que o exame foi realizado e apresentou resultado positivo. Um policial militar que socorreu Francisco também relatou que o acusado apresentava sudorese intensa, mesmo dentro de uma viatura com ar-condicionado ligado — sintoma compatível com intoxicação por pesticida.

Com base nessas informações, a defesa sustenta que não há elementos suficientes para submeter Francisco ao júri popular.

“As testemunhas confirmaram o que o laudo atesta: Francisco de Assis foi vítima de envenenamento. A Justiça não pode cometer o erro de levá-lo ao Tribunal do Júri”, reforçou o advogado.

Próximos passos

Cabe agora ao juiz responsável pelo caso decidir se pronuncia o réu, o que o levaria a julgamento pelo Tribunal do Júri, ou se o impronuncia, reconhecendo falta de provas suficientes para a acusação seguir adiante.

Em setembro, Francisco foi considerado mentalmente são após exame de sanidade feito no IML. Com isso, o processo segue para a fase de instrução e julgamento, em que o magistrado analisa provas e depoimentos antes de definir se o caso será levado ao júri popular.

Relembre o caso

O crime ocorreu em 1º de janeiro, quando seis pessoas da mesma família morreram após consumir um baião de dois contaminado com Terbufós, um pesticida altamente tóxico.

Inicialmente, a suspeita era de que o veneno tivesse vindo de peixes doados à família, mas exames periciais descartaram essa hipótese. O agrotóxico foi encontrado em amostras de arroz, feijão e farinha usados no preparo da refeição.

O caso segue sendo acompanhado pela Justiça e continua sob forte comoção em todo o estado.

Polícia Civil deflagra Operação Dama da Noite e prende seis suspeitos de tráfico em boates e casas de prostituição

A Polícia Civil do Piauí deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Dama da Noite, com o objetivo de combater o tráfico de drogas em boates e casas de show utilizadas como pontos de prostituição em Teresina e na região metropolitana. A ação integra a Operação Boca Fechada – Fase 7.6, conduzida pelo Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), e resultou, até o momento, na prisão de seis pessoas.

De acordo com o delegado Samuel Silveira, coordenador do DENARC, o foco desta etapa foi um núcleo composto por seis garotas e um garoto de programa, suspeitos de comercializar entorpecentes durante os programas sexuais.

“A finalidade da Operação Dama da Noite é coibir o tráfico de drogas, e a particularidade é que esse tráfico era exercido por garotas e garotos de programa”, explicou o delegado.

Um dos conduzidos, identificado como Alef, negou envolvimento com drogas e prostituição ao ser levado para a sede do DENARC. Questionado pela imprensa, ele afirmou: “Não mexo com drogas faz cinco meses.”

Segundo Silveira, as investigações apontaram que os suspeitos atuavam em casas de show e boates localizadas no centro e na zona leste da capital, onde, além da prostituição, havia comércio de drogas.

“Esses espaços eventualmente promovem prostituição, o que, por si só, já é um ambiente sensível. Mas o que agrava é que eles também propiciam o tráfico em si”, destacou o delegado.

As apurações indicaram ainda a existência de uma estrutura organizada, em que os profissionais do sexo recebiam drogas de distribuidores para serem vendidas durante os programas, tanto nos locais de atuação quanto em atendimentos particulares.

“Havia um distribuidor que, além de abastecer bocas de fumo, fornecia drogas para essas pessoas, que as comercializavam durante os programas”, detalhou Samuel Silveira.

Durante a operação, foram cumpridos 12 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão, com a apreensão de armas de fogo e uma prensa hidráulica usada para a compactação da droga em tabletes.

A ação contou com o apoio da Polícia Militar, da Guarda Municipal e do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).

Outro ponto levantado pelas autoridades é que parte dos investigados atuava de forma itinerante, com passagens por diversos estados do Nordeste.

“Há personagens que circulam por Piauí, Maranhão, Ceará… Eles praticam a prostituição e, paralelamente, comercializam drogas em todos esses estados”, concluiu o delegado.

Com redução de 50% nos roubos de celulares, projeto do Piauí inspira lei de combate ao crime em São Paulo

Os expressivos resultados alcançados pelo Governo do Piauí no combate a roubos e furtos de celulares foram apresentados a vereadores e outras autoridades da cidade de São Paulo, nesta terça-feira (14). Em 3 anos, a redução deste tipo de crime no território piauiense foi de 50%.

Representantes das forças de segurança do Piauí compartilharam a experiência desenvolvida no estado, durante a apresentação do Projeto de Lei que institui o Programa Municipal de Enfrentamento à Rede de Receptação e Recuperação de Celulares Roubados e Furtados, na capital paulista.

“Relatamos o trabalho desenvolvido nos últimos três anos, que resultou em uma redução de 50% no número diário de roubos de aparelhos e também na taxa de roubos por 100 mil habitantes. São números muito positivos para o nosso estado, e queremos vê-los sendo repetidos em outras regiões do país”, destacou o diretor de inteligência da SSP-PI, delegado Anchieta Nery.

O projeto em tramitação em São Paulo prevê a criação de mecanismos para facilitar a devolução de aparelhos às vítimas, inibir o comércio clandestino e reduzir os índices de criminalidade. Entre as medidas estão o registro e o cadastro de aparelhos telefônicos, a criação de uma plataforma digital de acompanhamento e campanhas educativas sobre o uso do código IMEI e de aplicativos de segurança.

Foto: Douglas Ferreira | Rede Câmara SP
Foto: Douglas Ferreira | Rede Câmara SP

Durante a agenda, os representantes da SSP-PI participaram de uma coletiva de imprensa e de uma audiência pública da Comissão Extraordinária de Segurança Pública da Câmara. O debate contou com a presença de vereadores, representantes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e da Ouvidoria da Polícia de São Paulo. O convite partiu da bancada do PT na Câmara de Vereadores.

Foto: Douglas Ferreira | Rede Câmara SP
Foto: Douglas Ferreira | Rede Câmara SP

O superintendente de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública, delegado Matheus Zanatta, ressaltou que o reconhecimento da experiência piauiense, reflete o trabalho conjunto das equipes de segurança. “É motivo de muito orgulho ver o projeto ‘Meu Celular de Volta’, desenvolvido no Piauí, servir de referência para outros estados e capitais do país. Esse reconhecimento mostra que o trabalho integrado entre inteligência, tecnologia e ações de campo tem dado resultados concretos no enfrentamento ao roubo e furto de celulares”, finalizou.

Também compôs a comitiva piauiense , o diretor de Inteligência da Polícia Civil, delegado Yan Brainer.

Motorista da Prefeitura ajudou a financiar casa de ex-assessora de Dr. Pessoa com dinheiro de esquema, aponta polícia

A ex-assessora de Dr. Pessoa, Sol Pessoa, foi apontada pela Polícia Civil do Piauí como chefe de um esquema de corrupção milionário na Prefeitura de Teresina. As investigações, conduzidas pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), revelam que a ex-servidora tinha forte influência sobre o setor administrativo e controlava a folha de pagamento e contratações da gestão anterior.

Segundo a polícia, Sol Pessoa comandava práticas ilícitas como a “rachadinha”, em que servidores indicados por ela repassavam parte dos salários ao grupo. Um motorista da prefeitura teria depositado R$ 150 mil na conta da empreiteira responsável pela construção da casa da ex-assessora, evidenciando o uso de recursos públicos para fins pessoais.

As ações Gabinete de Ouro e Interpostos investigam o desvio de verbas públicas por meio de contratos fraudulentos e movimentações financeiras suspeitas. As operações resultaram no bloqueio de R$ 75 milhões em bens, além da apreensão de veículos e de um sítio pertencente a um dos investigados.

As investigações tiveram origem em relatórios do Coaf, que identificou movimentações atípicas nas contas dos suspeitos. Entre os alvos também está Stanley Freire, filho do ex-deputado Silas Freire, que chefiou a Fundação Cultural Monsenhor Chaves.

A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e rastreando o fluxo de recursos desviados. Os inquéritos serão encaminhados ao Ministério Público do Estado do Piauí para as medidas cabíveis.
Apesar do mesmo sobrenome, Dr. Pessoa e Sol Pessoa não têm parentesco comprovado. O ex-prefeito afirmou que a ex-assessora integrou sua gestão por já ser conhecida de sua cidade natal, Água Branca.

Mulher esconde maconha no ânus, precisa passar por cirurgia 

Uma mulher foi presa nessa segunda-feira (13) após ser flagrada com um invólucro contendo substância semelhante à maconha introduzido no ânus, no Hospital Universitário Clemente Faria, em Montes Claros (MG), região Norte do estado.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, os policiais foram acionados por funcionários do hospital, que suspeitaram que a paciente tentava esconder um objeto na cavidade anal.

A equipe médica tentou retirar o material de forma convencional, mas não obteve sucesso, sendo necessária uma intervenção cirúrgica. Durante o procedimento, os profissionais retiraram um invólucro de tamanho considerável, com forte odor e características semelhantes à maconha.

A mulher, que se identifica como transexual, negou envolvimento com o tráfico de drogas e alegou que o conteúdo seria “um objeto de cunho sexual”. Ela também informou que, no dia anterior, havia visitado um detento no sistema prisional, mas negou qualquer relação entre o preso e a substância apreendida.

Diante das evidências, a suspeita recebeu voz de prisão por tráfico de drogas. O material foi apreendido e encaminhado para análise pericial.

A mulher permanece internada sob escolta policial militar, no hospital, onde deve ficar até receber alta médica, momento em que será conduzida à delegacia para a continuidade das investigações.

A Polícia Civil e o Hospital Universitário Clemente Faria foram procurados para mais informações, mas ainda não se manifestaram sobre o caso.

Homem é preso em Teresina após ser condenado a 15 anos por estuprar a própria filha

Um homem de 52 anos, que não teve a identidade revelada, foi preso na segunda-feira (13) em Teresina, após ser condenado a 15 anos e 9 meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável contra a própria filha. A prisão foi cumprida por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em atendimento a um mandado expedido pela Justiça.

De acordo com a DPCA, além da condenação por estupro, o homem também responde a outro inquérito policial por ameaça, lesão corporal e injúria contra a mesma vítima, que era menor de idade à época dos crimes. A ex-companheira do acusado também registrou boletim de ocorrência por violência doméstica.

As investigações apontam que os crimes ocorreram entre os anos de 2020 e 2023. Os primeiros indícios de violência surgiram em 2021, quando denúncias começaram a ser feitas às autoridades. Desde então, o homem já era alvo de monitoramento policial devido à gravidade das acusações e à reincidência das agressões contra familiares.

Após a prisão, o condenado foi encaminhado ao sistema prisional e colocado à disposição da Justiça. A DPCA informou que segue acompanhando o caso e prestando suporte às vítimas.

Stanley Freire, filho do jornalista Silas Freire, é alvo de operação da Polícia Civil no Piauí

O empresário Stanley Freire, filho do ex-vereador José Freire, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil do Piauí na manhã desta terça-feira (14). A ação integra a Operação Interpostos, conduzida pelo Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR), que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Stanley esteve à frente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC) em 2024 e, segundo as investigações, é citado em um inquérito que teve como base relatórios de movimentações financeiras do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).

De acordo com o delegado Dennis Sampaio, coordenador do DECCOR, a operação cumpriu mandados em uma residência e uma empresa, onde foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos.

“São duas operações: a Gabinete de Ouro e a Interpostos. Esta última cumpriu apenas mandados de busca e apreensão. A investigação teve origem em relatórios financeiros do COAF”, explicou o delegado.

O advogado de defesa do empresário, Lúcio Tadeu, afirmou que as buscas não têm relação com a Prefeitura de Teresina nem com os alvos da Operação Gabinete de Ouro.

“O meu cliente responde a outro processo, que já tramita há algum tempo. As buscas não têm conexão com o caso que envolve a prefeitura. Nós estranhamos essa operação”, destacou.

Durante as diligências, celulares e outros dispositivos eletrônicos do empresário foram apreendidos.

Além de Stanley, uma mulher identificada como “laranja” também foi alvo da operação. Segundo informações da investigação, ela confessou envolvimento nas movimentações financeiras e afirmou que já esperava a ação policial.

A Operação Interpostos ocorre em paralelo à Gabinete de Ouro, que investiga desvios de recursos e rachadinhas na antiga gestão municipal. Embora tratem de casos distintos, as duas apurações miram esquemas de corrupção e ocultação de patrimônio envolvendo empresários e agentes públicos.

O inquérito segue em andamento, e novas diligências deverão ser realizadas nos próximos dias.

Sobrinha do ex-prefeito Dr. Pessoa é presa em operação que investiga esquema de rachadinha e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Piauí prendeu, na manhã desta terça-feira (14), Suelene da Cruz Pessoa, sobrinha do ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, durante o cumprimento de mandados da Operação Gabinete de Ouro, deflagrada pelo Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR). A ação investiga um suposto esquema de rachadinha, desvio de recursos e lavagem de dinheiro dentro da administração municipal, durante a gestão do ex-prefeito (2021–2024).

Suelene, conhecida como “Sol”, foi detida em uma residência localizada no Residencial Hugo Prado, zona Sul da capital. Ela é apontada como uma das articuladoras do esquema, atuando junto a ex-servidores e empresas terceirizadas contratadas pela prefeitura para movimentar recursos de origem ilícita.

Ao todo, a operação cumpre 14 mandados judiciais de prisão, busca e apreensão nas cidades de Teresina e Timon (MA). Entre os alvos, estão ainda dois homens identificados como Mauro e Rafael, além de um advogado — cujo nome não foi revelado pela polícia — que também teve o imóvel vasculhado pelos agentes.

Segundo o Poder Judiciário, foram determinados o bloqueio e sequestro de bens, imóveis, veículos e valores que ultrapassam R$ 75 milhões, suspeitos de terem sido adquiridos com dinheiro público desviado.

Esquema revelado por denúncia anônima

O delegado Dennis Sampaio, coordenador do DECCOR, explicou que a operação teve início a partir de uma denúncia anônima, que relatava irregularidades dentro da prefeitura.

“Recebemos informações sobre situações delitivas dentro da antiga gestão do Dr. Pessoa. Fizemos diligências e conseguimos demonstrar algumas condutas envolvendo agentes públicos e servidores”, afirmou o delegado.

Segundo ele, o foco inicial da investigação foi reunir provas documentais e materiais que comprovassem a existência do esquema.

“Identificamos servidores com protagonismo nas ações, principalmente ligados a terceirizados e fornecedores. O objetivo agora é evoluir com o trabalho a partir do material apreendido”, completou.

Ainda conforme o delegado, o prejuízo aos cofres públicos está sendo mensurado, mas o valor bloqueado judicialmente ultrapassa R$ 70 milhões.

“Gabinete de Ouro”

De acordo com o inquérito, servidores comissionados e terceirizados atuavam como operadores financeiros da organização criminosa, movimentando valores desviados por meio de empresas construtoras e prestadoras de serviço contratadas pela prefeitura.

A denúncia inicial indicava a existência de um grupo paralelo dentro da administração municipal, apelidado de “Gabinete de Ouro”, responsável por centralizar decisões e repasses ilícitos.

Os investigadores acreditam que parte do dinheiro desviado foi usada na aquisição de imóveis e veículos de luxo, além de presentes e benefícios a aliados políticos.

Laranja e movimentações suspeitas

Durante entrevista à TV Meio Norte, a delegada Amanda Bezerra, que deu apoio à operação, revelou que um dos alvos era uma pessoa usada como “laranja” nas movimentações financeiras do grupo.

“No meu alvo específico, tratava-se de uma pessoa que realizava transações bancárias em nome dos investigados. Foram encontrados documentos que a vinculam aos principais alvos, além de dinheiro em espécie, cerca de R$ 5 mil, celulares e notebook”, informou.

O material apreendido foi encaminhado à sede do DECCOR para análise detalhada. A delegada também confirmou que Suelene já havia sido ouvida em fases anteriores da investigação.

“Ela chegou a prestar depoimento e acreditava que não seria mais vinculada ao caso, mas as novas provas reforçaram o envolvimento dela no esquema”, declarou Amanda.

Operação também teve alvos em Timon

Os agentes também cumpriram mandados em Timon (MA), na residência de uma pessoa ligada a Dr. Pessoa. A identidade não foi revelada, mas celulares e documentos foram apreendidos no local.

Operação Interpostos

Paralelamente à “Gabinete de Ouro”, o DECCOR também executou mandados referentes à Operação Interpostos, que apura irregularidades na Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.
O ex-presidente do órgão, Stanley Freire, foi alvo de buscas em sua casa e em uma empresa no Centro de Teresina.

As duas operações investigam esquemas interligados de corrupção, rachadinhas e lavagem de dinheiro durante a gestão de Dr. Pessoa, envolvendo empresas de fachada e servidores comissionados usados para ocultar o enriquecimento ilícito de agentes públicos e aliados políticos.